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16 / 01 / 2004BRASIL EXPORTARÁ ALIMENTOS ORGÂNICOS PARA O JAPÃO
O Japão está interessado nos alimentos orgânicos produzidos no Brasil. A falta de espaço para o cultivo de produtos suficientes para atender a demanda japonesa fez com que a Jetro – órgão do governo japonês responsável pelos negócios externos – começasse a prospectar países com capacidade de produção e comercialização de alimentos produzidos sem agrotóxicos e sem modificações genéticas.
O Japão importa cerca de 80% de seus alimentos. E cerca de 10% desse mercado já é de produtos orgânicos. O presidente da Apex – Agência de Promoção de Exportações Brasileiras, Juan Quirós, vê nos orgânicos uma boa possibilidade de negócios para o Brasil. A exportação para o Japão representará o crescimento da participação do Brasil num mercado que movimenta US$ 30 bilhões anualmente.
Uma técnica da Apex deve viajar para o Japão para buscar informações sobre embalagens e produtos com maior demanda e com possibilidade de cultivo no Brasil. “Em duas semanas já devemos estar com a lista de produtos que poderão ser exportados”, diz Juan Quirós.
A Jetro custeará a viagem da técnica brasileira e ofereceu um espaço para a Apex e produtores nacionais na BioFach, uma feira internacional de produtos orgânicos que será realizada no Japão, no segundo semestre. “É uma demonstração do interesse deles (o governo japonês) em fazer negócios com o Brasil”, conclui Quirós. A intenção é dar início às exportações no segundo semestre.
A Alemanha e os Estados Unidos são os maiores importadores de alimentos orgânicos brasileiros, principalmente de frutas tropicais, como açaí, acerola, banana, caju, maracujá e melão. O consumo dos orgânicos no mercado externo cresce anualmente entre 20% e 30%.
A Apex pretende incentivar produtores a se organizar e a criar uma boa estrutura para atender aos compradores de outros países. De 10 a 22 de fevereiro, a agência e seus parceiros vão atrás de novos negócios na edição da BioFach que acontecerá em Nuremberg, na Alemanha. Na edição passada da feira, os brasileiros fecharam negócios da ordem de US$ 5,5 milhões, em torno de 8.800 toneladas de produtos. (Agência Brasil)