-
Mais lidas do dia
- Inundações atingem até 'sertão' da Austrália, e cidades são desocupadas
- Seca de 600 milhões de anos pode ter eliminado vida em Marte
- Planeta recém-descoberto é 'melhor candidato a abrigar 'vida' fora da Terra
- Curitiba/PR registra temperatura mais alta do ano nesta sexta: 32,6°C
- Ave redescoberta em 2003 já se reproduz na Oceania, dizem cientistas
Anúncios
Principais assuntos
acidente ambiental agropecuário amazônia apreensão arqueologia biodiversidade biotecnologia carbono ciência clima crime cursos e eventos código florestal dengue desenvolvimento sustentável desmatamento energia extinção fauna fenômeno florestal gestão ambiental gripe A gripe aviária internacional legislação licenciamento mudanças climáticas nuclear paleontologia pesquisa poluição protesto protocolo de kyoto qualidade de vida queimadas recursos pesqueiros resíduos tecnologia terremoto transgênicos unidades de conservação velho chico águas índiosListar notícias por data



12 / 02 / 2004BIÓLOGO AFIRMA QUE ALGAS NÃO SÃO VEGETAIS
O biólogo e professor do Colégio de Aplicação da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Matos Moura Júnior, diz ser um equívoco, cometido pela maioria dos livros do Ensino Médio e Fundamental, classificar as algas como vegetais. No minicurso “O incrível mundo das algas”, ministrado na 3ª Reunião Regional da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Moura Júnior explicou que, embora também realizem a fotossíntese, as algas têm estrutura única e compõem um grupo à parte de organismos.
Em escala evolutiva, as algas surgiram primeiro que os vegetais, há cerca de 4,5 milhões de anos. “As primeiras plantas, que não tinham sementes, como as avencas, samambaias e musgos, apareceram na Terra aproximadamente dois milhões de anos depois”, relata Moura Junior.
O professor lembra que as plantas são constituídas de raízes, caules e folhas, enquanto a estrutura das algas é única e se chama de talo. “O talo é completado pelo apressório, que é a estrutura de fixação das algas”, explica o biólogo, que tem mestrado e doutorado em algas pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Segundo ele, a principal função ecológica das algas é servir de alimento para os animais que se constituem nos consumidores primários dos mares e estuários, a exemplo de larvas e peixes herbívoros. “Elas estão na base da cadeia alimentar aquática e fornecem carboidratos, proteínas, sais minerais e gorduras para esses herbívoros”. São os carboidratos (açúcares) disponibilizados pelas algas que garantem energia da cadeia alimentar, conhecida ainda como teia atrófica.
Além da função ecológica, as algas desempenham um importante papel econômico. São delas que a indústria alimentícia retira o ágar-ágar, usado no cultivo de microorganismos, e a carragenana, empregada em gelatinas e sorvetes. A indústria cosmética também as usa na fabricação de batons, xampus e esmaltes, entre outros produtos. “As carapaças das algas são ainda empregadas em abrasivos e lixas”, cita Moura Junior.
A poluição é a principal ameaça às algas. Substâncias pesadas, como o petróleo, podem formar uma película que impede a fotossíntese, resultando na morte das algas. Outras, a exemplo do vinhoto resultante da produção do açúcar e dos fertilizantes químicos que escorrem da plantação, podem causar uma proliferação exagerada das algas. (As informações são da Regional da SBPC/PE)