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01 / 01 / 2005Ferrugem asiática: Doença está confirmada no Mato Grosso
A região do Araguaia é a única de Mato Grosso que ainda não tem casos registrados da doença fúngica, Ferrugem Asiática nas lavouras de soja. A afirmação é a da pesquisadora da Fundação Mato Grosso, Maria Yuyama.
De acordo com ela em todas as demais regiões do Estado já apareceram focos da doença, variando apenas os estágios de surgimento nas lavouras.
Na região de Rondonópolis (210 quilômetros ao Sul de Cuiabá) a ferrugem foi registrada no estágio R1, ou seja, no período da floração, em outras regiões, como no caso de Primavera do Leste (239 quilômetros ao Sul de Cuiabá), a doença apareceu em um estágio mais precoce, antes mesmo da floração.
Com esse quadro a única alternativa para o produtor evitar prejuízos é o monitoramento da lavoura e a aplicação de fungicidas.
A pesquisadora explica que em muitos casos será preciso fazer três aplicações do agroquímico e não apenas duas como o planejado inicialmente. Nas lavouras em que a ferrugem apareceu precocemente será necessária, sem dúvida, pelo menos três aplicações. A doença desseca as folhas e prejudica o preenchimento das vagens, comprometendo a produtividade dois grãos.
“Nas lavouras em que a ferrugem não ocorreu até o estágio da floração é necessário que os produtores façam uma aplicação de fungicida como forma preventiva e avalie quantas aplicações serão necessárias levando em conta a época de plantio, o tipo de produto utilizado, por exemplo”, alerta.
Márcia diz, que ainda não tem o número de lavouras infectadas com a ferrugem na região de Rondonópolis, mas adianta que desde o surgimento da doença em Mato Grosso, há duas safras, o produtor precisa ficar atento as variações climáticas e ao avanço da doença, que pode ser confundida com outras.
A primeira vez em que a ferrugem asiática apareceu em Mato Grosso, na safra 02/03, a ocorrência se deu no final do enchimento do grão, na safra seguinte (03/04), ela ocorreu no início do enchimento do grão, e agora, aparecendo pela terceira vez, vem aparecendo na floração ou mesmo antes da floração, quando a planta ainda está no estágio vegetativo, como o caso confirmado esse ano na região de Primavera do Leste.
Durante um encontro em Cuiabá, Márcia esclareceu que não é a doença que está aparecendo mais cedo nas lavouras mato-grossenses. “O que acontece é que na verdade, a soja dá o ano inteiro no Estado. Aqui na região Sul, a soja é cultivada em pivot, durante o inverno, e isso faz com que os esporos permaneçam nas áreas plantadas”.(Lygia Lima/Diário de Cuiabá)