Doação vai ajudar área de preservação no Pará

A mineradora Alcoa, que atua na produção de produtos metálicos, está doando R$ 200 mil para incentivar o projeto de preservação de uma dos parques mais antigos do Brasil: o Parna – Parque Nacional da Amazônia. A iniciativa é resultado de uma parceria inédita com a ONG “Conservação Internacional”. O parque é um dos núcleos do Corredor de Biodiversidade Sul-Amazônico, localizado no município de Itaituba, no oeste do Pará.

Através da parceria, a unidade de conservação será beneficiada com ações que vão da implementação de sistema de informação geográfica e de um programa de monitoramento por satélite até sua sinalização para fins de ecoturismo. Também será montado um programa de informação e educação ambiental para valorizar a área e aproximar as comunidades locais desse patrimônio natural.

Às vésperas de completar 31 anos de fundação, no próximo dia 19 de fevereiro, o Parque Nacional da Amazônia está localizado na área de influência direta do Projeto Juruti, em Itaituba, município vizinho à cidade de Juruti, oeste do Pará, localidade de atuação da empresa. O Parna é um dos seis mais importantes corredores de biodiversidade da região amazônica. Como o parque faz a conexão entre duas importantes unidades de conservação no Pará, a Floresta Nacional do Tapajós e a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, as práticas sustentáveis a serem aplicadas vão se refletir na conservação ambiental de toda a região.

Criado em 1974, o Parna da Amazônia situa-se à margem esquerda do Rio Tapajós e cobre 994 mil hectares, o que representa 11,5% da extensão do município de Itaituba. Com inúmeras praias de água doce, o Parque abriga uma notável fauna aquática e espécies ameaçadas como o tamanduá-bandeira (Mymercophaga tridactyla), o tatu-canastra (Priodontes maximus), o cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus), a onça pintada (Panthera onca), a ariranha (Pteronura brasiliensis) e o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis).

Além disso, é reconhecidamente um dos melhores lugares do mundo para a observação de aves. Os registros apontam a existência de mais de 250 espécies. ”Ficamos satisfeitos por ter uma empresa privada colaborando de forma efetiva com a implementação de uma unidade de conservação de tamanha importância”, disse José Maria Cardoso da Silva, vice-presidente da Conservação Internacional.

Além de proteger a biodiversidade da região, a parceria vai possibilitar a geração de emprego e renda. “Nos próximos meses, teremos projetos de pesquisa, comunicação, educação e ecoturismo acontecendo no município e tudo isso gera benefícios diretos para os habitantes,” explicou José Maria.

Exploração ilegal – Itaituba tem 94.750 habitantes, segundo o Censo de 2000, e apresenta alta concentração de renda e uma grande proporção de pobres. Mais de 50% da população vivem com menos de meio salário mínimo por mês.

A área do Parna é alvo permanente da extração e exploração ilegal de produtos naturais, invasões por posseiros, caça e pesca descontroladas, além de ser cortada pela estrada Transamazônica.

Para a Alcoa, afirma João Serafim, diretor de Desenvolvimento Estratégico de Negócios da mineradora, este é um projeto de grande valor, tanto pela contribuição à conservação da fauna, flora e do sistema hidrográfico brasileiros quanto pelos potenciais benefícios que traz à região.

A região amazônica representa 53% de toda a cobertura de floresta tropical da superfície do planeta, estimada em 9,2 milhões de km2 e é a região natural mais rica em diversidade biológica do planeta. (O Liberal/PA – Amazônia.org)