Regiões Norte e Nordeste receberão a maior parte dos recursos contra a febre aftosa

O fórum de secretários de agricultura reuniu nesta terça-feira (1), em Brasília (DF), 27 secretários de defesa agropecuária de todo o país com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Na pauta, a discussão de recursos para o combate à febre aftosa. Ficou decidido que do recurso, previsto para março, 65% serão para as regiões norte e nordeste, onde ainda há casos da doença, e 35% para as demais regiões.

O Ministério da Agricultura é responsável pelos critérios de repasse dos recursos para os governos estaduais. De acordo com o ministro Roberto Rodrigues, não se tinha definido ainda um critério em conjunto com os estados para se estabelecer quanto cada um recebe. “Por solicitação nossa, o fórum juntamente com a secretaria de defesa agropecuária organizou todo um programa com critérios estabelecidos de comum entre todos os estados do país”, disse.

A premissa, de acordo com ele, é que as regiões norte e nordeste são as mais complicadas porque ainda não estão livres da aftosa mesmo com a vacinação. Para Rodrigues, “não adianta nada não se trabalhar em conjunto, o problema do embargo de carne brasileira por parte da Rússia por conta da aftosa no Amazonas mostra isso”, afirmou.

Também foram acatados os critérios para a divisão de recursos conforme a logística, aspecto geográfico, número de rezes, necessidade de estudar os serviços que não estão estruturados e a efetiva contrapartida dos estados de serem efetivos e eficientes na aplicação dos recursos.

Para Gabriel Maciel, presidente do fórum de secretários de defesa agropecuária, a situação das regiões norte e nordeste é atípica e é onde se concentra a maior incidência da doença. Quinze estados já estão livres da doença.

O Brasil ocupa a liderança na exportação de carne bovina. Em 2003, o país vendeu cerca de US$ 1,5 bilhão, número que aumentou para US$ 20 bilhões em 2004. (Valtemir Rodrigues / Agência Brasil)