Ataques de tubarões aumentaram em 2004, diz relatório

Os ataques de tubarões aumentaram em todo o mundo no ano passado, com 61 casos e sete mortes, segundo relatório da Isaf, instituição com sede na Flórida (EUA) que monitora este tipo de incidente. As mortes ocorreram na Austrália (2), Estados Unidos (2), Brasil (1), Egito (1) e África do Sul (1).

A Isaf, que tem o maior banco de dados sobre ataques de tubarões no mundo, informou que há uma tendência de alta nas estatísticas, embora este seja o primeiro aumento desde 2000. Em 2003 foram 57 casos, enquanto 2002 teve 63, 2001 registrou 68 e o ano anterior teve 78.

A tendência de alta é considerada no longo prazo. Desde o início do século 20 os ataques de tubarões a pessoas vêm aumentando continuamente, e chegaram ao recorde nos anos 90, com 481 en 10 anos.

Os tubarões não desenvolveram mais apetite por humanos, esclarece George Burgess, diretor do Isaf e professor da Universidade da Flórida. “O fato é que há muito mais gente na Terra e, com isso, cada vez mais gente nas praias a cada ano”, disse ele à agência AFP.

As quedas nas estatísticas têm relação direta com o comportamento das pessoas, segundo Burgess. Nos anos 70 e 80, sob influência do filme Tubarão, os registros de ataques diminuíram sensivelmente.

Fatores naturais associados também contam. No ano passado, na Flórida – considerada a capital mundial de ataques de tubarões -, a onda de tornados afastou os banhistas das praias enquanto os tubarões procuraram águas mais fundas. Foram 12 ataques, ante 30 registrados em 2003.

Burgess recomenda que os banhistas estejam cada vez mais atentos e sigam algumas orientações básicas para evitar os ataques:

1) não entrar sozinho no mar, porque há menor probabilidade de um tubarão atacar um grupo;
2) evitar nadar ao amanhecer e ao anoitecer, quando os tubarões estão mais ativos;
3) evitar nadar quando estiver com ferimentos não cicatrizados, para não correr o risco de sangramento;
4) não usar brincos, correntes e outros objetos brilhantes, porque chamam atenção dos tubarões. (Estadão Online)