UE vive polêmica sobre redução de emissão de gases tóxicos

Os ministros de Meio Ambiente da União Européia propuseram, nesta quinta-feira (10), que as nações desenvolvidas façam cortes mais abrangentes nas suas emissões de gases tóxicos após 2012, quando se encerra o primeiro período do Protocolo de Kyoto.

“A redução de metas pelos grupos de países em desenvolvimento para 15% a 30% até 2020 e entre 60% a 80% em 2050, comparadas aos níveis contemplados pelo Protocolo de Kyoto, devem ser considerados”, dizia um comunicado assinado por todos os ministros.

As recomendações vão contra as feitas pela Comissão Executiva da União Européia, que no mês passado afirmou ser ainda muito cedo para estabelecer metas pós-2012. As propostas serão apresentadas para os principais líderes europeus no fim do mês.

Os ministros disseram que querem ver seus países “enviando uma forte mensagem política” sobre as mudanças climáticas. “A natureza das mudanças climáticas globais pede que haja a mais ampla cooperação possível de todos os países e sua participação em uma resposta internacional apropriada, eficiente e com custos razoáveis”.

Em fevereiro, a Comissão Européia disse que não iria sugerir o estabelecimento de metas agora para a diminuição das emissões depois de 2012. Em vez disso, seus esforços iriam focar a tentativa de fazer com que os Estados Unidos e outros países industrializados tomassem parte no acordo.

Uma porta-voz da comissão, no entanto, disse nesta quinta-feira que as metas devem ser abordadas em futuras negociações.

O primeiro período do Protocolo de Kyoto tem por objetivo diminuir as emissões de gases tóxicos entre as nações em desenvolvimento, no período de 2008 a 2012. Segundo os cientistas, esses gases são os responsáveis pelo aquecimento global. (Globo.com)