Dez areais na reserva do Tinguá/RJ apresentam irregularidades

Policiais federais, civis e militares e funcionários do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis participaram nesta quinta-feira (10) de uma fiscalização em dez areais que ficam na região da Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu (RJ), área de atuação do ambientalista Dionísio Júlio Ribeiro Filho, morto no dia 22 de fevereiro. Cinco deles eram ilegais e outros cinco foram notificados por não apresentarem plano de recuperação da área.

A inspeção foi feita com o apoio da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. O presidente da comissão, deputado Carlos Minc (PT), explicou que os responsáveis pelos areais Monte Sol, Divisa, Araxá, Areiteira e do Areal do Sítio foram notificados e poderão ser enquadrados na Lei de Crimes Ambientais e presos. Os outros cinco são completamente irregulares: não tinham licenciamento ambiental.

Nesta quinta-feira, policiais que investigam a morte do ativista foram à reserva com o promotor Marcelo Muniz. Ele queria detalhes sobre o crime que o ajudarão no interrogatório de Leonardo Marques, assassino confesso do ambientalista, marcado para sexta-feira (11) à tarde no Fórum de Nova Iguaçu. (Roberta Pennafort/ Estadão Online)