Incra inaugura biodigestor em assentamento baiano para produção de cacau orgânico

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, inaugurou , um projeto para a implantação de biodigestores no assentamento Cascata, no município de Aurelino Leal, perto de Ilheus (Bahia). O biodigestor é um equipamento ecológico que aproveita esterco de gado para gerar gás combustível e fertilizante.

Com o biodigestor, Cascata se torna o primeiro assentamento baiano a utilizar tecnologia ecológica para secagem do cacau e produção de adubos orgânicos. A primeira parte do projeto Cascata já está em funcionamento. No assentamento, são recolhidos, todos os dias, resíduos de 50 cabeças de gado para serem transformados em 30 mil litros do biofertilizante, todos os meses. O esterco é retirado do curral, lavado e colocado num reservatório, que, depois de fermentar, se transforma em gás e líquido.

Cerca de 40 famílias estão assentadas em Cascata, em uma área de 587 hectares. A Jupará Agroecologia é a entidade idealizadora do biodigestor para o assentamento. De acordo com o Incra, o biogás, ao contrário da lenha, evita o desmatamento.

Segundo Rôlf Rackbárt, 70% da produção do cacau na Bahia se concentra nos assentamentos do Incra, áreas de reforma agrária. “Por isso, a importância do novo modelo de agricultura orgânica, que agrega valor, renda e riqueza ao campo”, disse.

Além do presidente do Incra, o superintendente regional do Incra, Marcelino Galo, a representante do Instituto Winrock Internacional, Renata Valladares, membros da Jupará Agroecologia, representantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e da Cooperativa de Pequenos Produtores e Produtoras Agroecologistas do Sul da Bahia (Coopasb) também estiveram presentes. (Bruna Vieira /Voz do Brasil)