Gestão das Águas é divulgada com Expedição Ambiental no RS

Entidades públicas e privadas participam, de 13 a 17 de abril, de uma Expedição Ambiental pela Bacia Hidrográfica do Rio Ibicui. Serão percorridos cerca de 1.500 Km desde Tupanciretã até Uruguaiana, por terra e por água, promovendo atos públicos para divulgar o sistema de gestão de recursos hídricos e atividades de educação ambiental e de informação para as
populações dos municípios visitados e de outros convidados a participarem da programação.

O encerramento está previsto para o domingo, dia 17 , em Alegrete, quando a Expedição do Rio Ibicuí se une a Regata Ecológica do Rio Ibirapuitã, que acontece naquele município, com a presença do Secretário Estadual do Meio Ambiente, Mauro Sparta

A Expedição é promovida e organizada pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí, que até o dia 25 de abril estará recebendo inscrições de entidades representantes de usuários de água e da população
candidatas a vagas para a renovação da sua composição.

O presidente do Comitê, Engº Agrº Ivo Mello, explica que no âmbito da área de abrangência da Bacia do Ibicuí (cerca de 35 mil km2) encontram-se localizados, parcial ou totalmente, trinta municípios. Destes, apenas sete participam com representação de entidades no Comitê. “Queremos que toda a comunidade da bacia esteja representada” diz o presidente, “vamos iniciar o processo de enquadramento dos corpos hídricos, que vai determinar a qualidade que queremos para as águas dos nossos rios, e é preciso que a população e os usuários das águas sejam partícipes dessas decisões”.

Estão confirmadas as participações da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Secretaria Estadual da Saúde, FEPAM, EMATER, CORSAN, Batalhão da Polícia Ambiental, Tractebel Energia, Cooperativa Agroindustrial Alegrete, Fundação Maronna, Secretaria do Meio Ambiente de Alegrete, Câmara de Vereadores de Itaqui, Secretarias de Agricultura de Itaqui e de Tupanciretã, Associações dos Arrozeiros de Alegrete, Uruguaiana e de São Francisco de Assis, Sindicato Rural de Itaqui, Lions Clube de Alegrete, Associação dos Moradores do Mariano Pinto,
Universidade Federal de Santa Maria, URCAMP- Alegrete, entre outros.

Em Tupanciretã, o início da Expedição O município de Tupanciretã pertence á três bacias hidrográficas. O encontro das três bacias será o ponto de início da Expedição Ambiental . Neste local, os
três presidentes dos Comitês das Bacias do Ibicuí, Ijuí e Alto Jacuí, Ivo Mello, Lígia Cassol Pinto e José Luiz Tragnago, respectivamente, vão inaugurar um marco das águas e simbolicamente doar a nascente do Rio Jaguari, formador do Rio Ibicuí, ao Clube Amigos da Terra – CAT, de Tupanciretã, para
que este preze pela sua conservação.

Mais sete atos públicos marcarão a passagem da Expedição: no CEFET.RS, em São Vicente do Sul; na praia do Jacaquá, em São Francisco de Assis, de onde seguirá de barco pelo Rio Ibicuí até a Praia Rainha do Sol, em Manoel Viana; na Fundação Maronna (Rincão do 28) e na localidade do Mariano Pinto, em Alegrete,
fazendo a travessia pelo Rio Ibicuí de balsa até o município de Itaqui ; na Câmara de Vereadores, em Itaqui; e na Cooperativa Mista São Marcos, na Barragem Sanchurí, em Uruguaiana, encerrando em Alegrete com um almoço no CTG Farroupilha, após o encontro com a Regata Ecológica do Rio Ibirapuitã.

Pontos de observação

Durante o percurso foram escolhidos alguns pontos de observação que caracterizam a bacia hidrográfica do Rio Ibicuí. Entre eles destacam-se: o Balneário Fernando Schilling, em Jaguari e a gruta Nossa Senhora Aparecida, em Nova
Esperança do Sul; a área de recarga do Aqüífero Guarani, no Jacaquá ; as formações rochosas do Cerro do Tigre e da Ponte de Pedra, os areais conseqüentes do processo de desertificação e o trabalho de recuperação na estância Santo Antão; a Área de Preservação Ambiental do Ibirapuitã, e a foz do Rio Ibicuí no rio Uruguai.

Ao longo do percurso, instituições de ensino e pesquisa que acompanharão a Expedição, vão realizar trabalhos de campo, fazendo coleta de água para análise qualitativa, observando a presença de bio indicadores e identificando áreas de
degradação ambiental.(Comitê Ibicuí)