Índios mantém 5 funcionários da Vale como reféns

Cinco funcionários da Companhia Vale do Rio Doce no Maranhão estão sendo mantidos reféns desde o início da noite de terça-feira (7) por um grupo de índios guajajara. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8) pela empresa e confirmada pela Polícia Federal. Os reféns são o gerente e o coordenador de segurança da empresa, um interlocutor da Vale com os índios e dois motoristas.

A estrada de ferro Carajás, que pertence à Vale do Rio Doce, está bloqueada há dois dias pelos índios, na altura do município de Alto Alegre do Pindaré (318 km de São Luís).

Os trens de passageiros e de transporte de minério de ferro da empresa estão parados. Segundo avaliação da Polícia Federal, cerca de 350 índios participam do protesto.

Os índios bloquearam a ferrovia para chamar a atenção para problemas da saúde indígena no Estado. Eles reclamam da burocracia da Funasa – Fundação Nacional de Saúde e que o órgão não tem fornecido medicamentos nem combustível para fazer o atendimento médico nas aldeias.

Nesta quarta-feira à tarde, a administradora da Funai – Fundação Nacional do Índio no Maranhão, Elenice Barbosa Viana, foi para o local do bloqueio acompanhada por dois indigenistas vindos de Brasília.

A assessoria de imprensa da Funasa em Brasília (DF) disse que dois funcionários do órgão também estavam em viagem para o Maranhão para cuidar do assunto.

O superintendente da PF no Maranhão, Gustavo Gominho, disse que dois delegados e quatro agentes foram deslocados ontem para o local do bloqueio, mas estão apenas monitorando o protesto.

Na terça-feira, a Justiça Federal concedeu uma liminar de reintegração de posse à CVRD, mas a notificação, segundo Gominho, só será entregue aos índios após a Funai tentar uma negociação. (Sílvia Freire/ Folha Online)

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