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20 / 02 / 2006Mais seis focos de aftosa são confirmados no Paraná
O Ministério da Agricultura confirmou nesta segunda-feira (20) mais seis focos de febre aftosa em fazendas localizadas nos municípios de Boa Vista do Paraíso, Grandes Rios, Maringá e Loanda, no Paraná.
“Esses focos envolvem fazendas que já estavam interditas pelo Serviço Veterinário Estadual, pois desde novembro não foram identificadas novas suspeitas no Paraná”, disse o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Alves Maciel. Os novos casos já foram notificados à OIE – Organização Mundial de Saúde Animal.
Com a confirmação, subiu para sete o número de ocorrências da doença no Estado. O primeiro foco foi descoberto em fazenda localizada no município de São Sebastião da Amoreira e comunicado à OIE no dia 5 de dezembro. De acordo com nota distribuída pelo Ministério da Agricultura, as fazendas onde foram confirmados os novos focos têm rebanho de 4.500 animais. O Mapa já autorizou o governo paranaense a sacrificar os animais, mas há um impasse em relação ao abate do rebanho da fazenda onde foi diagnosticado o primeiro foco.
O Ministério da Agricultura informou que para esclarecer as suspeitas de febre aftosa no Paraná a Pasta e a Secretaria de Agricultura realizaram “exaustiva” investigação epidemiológica em 10 propriedades do Paraná. Essas fazendas abrigaram os animais que tiveram contato com o foco de doença no Mato Grosso do Sul. No Paraná as suspeitas de febre aftosa foram notificadas a partir de 21 de outubro de 2005.
Leilão – Segundo o Departamento de Saúde Animal do Ministério, a partir de 27 de setembro os animais originários do Mato Grosso do Sul permaneceram por oito dias numa propriedade rural localizada no município Bela Vista do Paraíso, de onde foram enviados para leilão em Londrina e comercializados no início de outubro. Todas as propriedades que receberam bovinos desse leilão foram investigadas pelo Serviço Veterinário do Paraná.
Segundo o Ministério, ao detalhar o trabalho de investigação clínico-epidemiológica realizado no Paraná o departamento explicou que os testes laboratoriais resultaram na identificação de 11 propriedades suspeitas, das quais cinco adquiriram animais do leilão. Outras cinco localizam-se nas proximidades dessas propriedades, e em uma fazenda estiveram os animais encaminhados no leilão.
Confirmação – Ainda segundo o ministério, das 11 propriedades suspeitas a fazenda Cachoeira de São Sebastião da Amoreira foi a primeira a ter o foco confirmado. Nas outras 10 foi realizada investigação epidemiológica complementar conduzida no mês de janeiro, que incluiu análise sorológica de 2.205 animais para identificar anticorpos contra proteínas não estruturais do vírus da aftosa.
Em 2005, o Ministério diagnosticou mais de 30 focos da doenças nos municípios de Eldorado, Japorã, Iguatemi e Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. (Fabiola Salvador/ Estadão Online)