Empresas e Governo Federal formam aliança na área de mudança do clima

O resultado da última reunião da Câmara Técnica de Energia e Mudança do Clima não poderia ser mais positivo. Além de discutir as mais polêmicas e importantes questões relacionadas à Convenção do Clima, o encontro realizado na tarde do último dia 24 de agosto no Rio estabeleceu um canal permanente de diálogo entre as empresas e o governo federal.

Este diálogo, intermediado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS -, será fundamental para encontrar soluções de consenso sobre posições divergentes e para pôr em práticas projetos e empreendimentos, aplicando as regras de mercado previstas pelo Tratado de Quioto. Este novo modelo de mercado estimula a redução de emissões de gases de efeito estufa por meio da geração de negócios.

Durante a reunião, realizada na sede do CEBDS, o governo federal foi representado pelo ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores e chefe da Delegação Brasileira para Mudanças do Clima e Biodiversidade. Dez empresas líderes de mercado associadas ao CEBDS representaram o setor empresarial no encontro: Bayer, BM&F, Caixa Econômica Federal, Cemig, Cia Vale do Rio Doce, Gerdau, Petrobras, Plantar, Syngenta e Votorantim.

Entre os temas mais importantes abordados na reunião, marcada por um diálogo objetivo e transparente, destacam-se seis pontos: o processo de negociação na área de mudança do clima e o envolvimento do setor privado no âmbito das negociações internacionais; programas de redução voluntária; situação do 2º período do Tratado de Quioto (pós- 1012); a questão dos biocombustíveis; substituição do uso de biomassa não renovável pelo uso de biomassa renovável no âmbito do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) e a questão das florestas e do desmatamento.

Para a coordenação da Câmara Técnica de Mudança do Clima, o ponto alto da reunião foi o estabelecimento do diálogo permanente entre as empresas e o governo federal. Ficou acordado, por exemplo, que, a partir de agora, representantes dos dois setores farão reuniões prévias antes das conferências internacionais. Este ano, portanto, haverá um novo encontro para discutir uma posição de consenso da delegação brasileira para a 12ª Conferência das Partes de Mudanças do Clima (COP12), marcada para novembro próximo no Quênia.
(Fonte: Assessoria de Comunicação do CEBDS)