Ministro promete solução para impasse no uso de sementes transgênicas de soja até quinta-feira

O ministro da Agricultura, Luiz Carlos Guedes Pinto, prometeu aos produtores de soja no Rio Grande do Sul uma solução até a próxima quinta-feira (07) para o impasse no uso de sementes transgênicas não certificadas na safra 2007. “Nós precisamos encontrar uma solução definitiva para essa questão, e esse é o compromisso que assumo aqui, perante os representantes do segmento produtor do estado”, afirmou o ministro, na Expointer 2006, em Esteio, região metropolitana de Porto Alegre.

O impasse sobre o plantio de soja se repete a cada safra, desde 2004, quando os gaúchos assumiram que já plantavam o grão transgênico. Tradicionalmente o produtor separa uma parte dos grãos colhidos para usar como semente na safra seguinte, e assim deixa de comprar a semente certificada pelas indústrias.

O problema em relação à soja geneticamente modificada é o fato de que a biotecnologia empregada na obtenção da semente é patenteada pela indústria, estando sujeita à cobrança de royalties.

Uma das medidas em estudo é o sistema troca-troca, com a participação da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento. Seria uma forma de retirar do mercado o produto considerado pirata e legalizar a situação do agricultor.

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura, no entanto, é contra a medida porque acha que a Conab não tem estrutura suficiente para resolver o problema antes do início do plantio, em 30 dias.

O ministro, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura oficial da maior feira de agronegócios do Rio Grande do Sul, também garantiu anunciar até o dia 15 de setembro o resultado do monitoramento aviário de newcastle, tornando o estado zona livre da doença.

“Todos os exames feitos até agora em Vale Real, na região metropolitana da capital gaúcha, apresentaram resultados negativos”, anunciou o ministro. Segundo ele, a identificação de um foco em uma criação não comercial de frango, de uma pequena cidade, “é uma demonstração concreta da qualidade extraordinária dos serviços de sanidade do país”. (Shirley Prestes/ Agência Brasil)