Baleia que ficou presa no Tâmisa sofria de artrite

Uma baleia que ficou presa no rio Tâmisa, em Londres, em janeiro deste ano, sofria de uma espécie de artrite aguda.

O cetáceo de seis anos, da espécie nariz-de-garrafa, sofria de artrite em sua vértebra atlas, que une a coluna vertebral ao crânio, declarou Richard Sabin, especialista do Museu de História Natural de Londres.

“Esta é uma doença degenerativa que, nos humanos, é a artrite comum. Acreditamos que a baleia estava com muita dor”, acrescentou o cientista, que estudou o corpo do animal.

Segundo Sabin, encarregado da seção de mamíferos do museu londrino, as baleias de águas profundas colocam seu corpo sob muita pressão.

Em janeiro deste ano, um exame realizado no cetáceo de 5,85 metros e quatro toneladas determinou que o animal morreu devido a uma grave desidratação, depois de ficar perdido no Atlântico Norte.

De acordo com Sabin, quando a baleia entrou no Tâmisa, não encontrou comida durante três dias e seus órgãos começaram a falhar.

A viagem do animal pelo Tâmisa foi muito noticiada pela imprensa e acompanhada por centenas de londrinos e turistas. (Ansa/ Folha Online)