Estudo confirma parentesco entre asteróides e meteoritos

Asteróides e meteoritos são feitos dos mesmo materiais: ao menos, é o que os professores dizem a seus alunos há décadas. Mas, até recentemente, os dados não se encaixavam exatamente nessa história: quando os cientistas comparavam a luz infravermelha refletida pelos asteróides (medida a partir da Terra) com a dos meteoritos (coletados na Terra), apareciam diferenças suficientes para levantar dúvidas sobre se os asteróides poderiam mesmo ser a fonte das pedras que caem do céu.

Uma nova comparação, detalhada, do asteróide Itokawa e amostras de meteorito confirma que o processo de erosão no espaço pode explicar a diferença nos padrões de reflexão entre asteróides e condritos, como é conhecida a classe mais comum de meteorito.

“Eles (meteoritos condríticos) são tão abundantes, têm tantas fontes nos asteróides, mas nunca conseguimos encontrar nenhum que batesse tão claramente. Estas observações realmente nos deixam ver a erosão espacial em ação”, disse Takahiro Hiroi, principal autor do artigo sobre o assunto, publicado na revista Nature.

Ao longo de milhões de anos, o fluxo de íons de alta energia e de partículas microscópicas que existe no espaço vaporiza a superfície dos asteróides, depositando uma camada fina que altera as propriedades ópticas desses corpos celestes. (Estadão Online)