OCDE pede maiores esforços na proteção ambiental

A OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico pediu nesta quinta-feira (21) à Coréia do Sul que use a energia de forma mais eficiente e que reduza suas emissões de gases do efeito estufa, que são as segundas maiores dos Estados-membros da organização em relação à riqueza do país.

A Coréia do Sul emite 0,51 tonelada de dióxido de carbono para cada US$ 1 mil de seu PIB – Produto Interno Bruto, o que a coloca atrás somente dos Estados Unidos (0,55) e longe da média dos 30 países que integram a OCDE (0,45).

Em um relatório de análise ambiental do país, a OCDE incentiva a Coréia do Sul a fazer uma reforma fiscal verde e a retirar os subsídios a atividades que prejudicam o meio ambiente.

Também pede que aumente sua cooperação internacional na área ambiental, principalmente nos aspectos de proteção da camada de ozônio, emissões de gases de efeito estufa e problemas do meio marinho.

Segundo a OCDE, a Coréia do Sul deve melhorar sua eficiência no uso de pesticidas e adubos químicos, pois está entre os países da organização que mais utiliza estes produtos com relação a sua superfície agrícola.

Seul também recebe críticas devido a sua política energética e de transportes, já que “é um dos poucos países” cuja intensidade energética (quantidade de energia consumida por unidade de PIB) não melhorou desde 1990.

Com 0,23 tonelada de petróleo por US$ 1 mil de PIB, o país está situado, neste tema, 0,04 acima da média dos países-membros da OCDE e 0,08 de seu vizinho Japão.

Por último, o relatório sugere que redobre seus esforços para proteger a natureza, a biodiversidade e as paisagens, em parte porque a preservação protege contra as inundações.

Em contraposição, a organização comemora a redução de emissões de óxidos de enxofre alcançada pela Coréia do Sul, um poluente que provoca chuva ácida.

Elogia ainda a melhoria da qualidade da água, o aumento da reciclagem de resíduos (que já atinge quase 75% deles, muito acima da média da OCDE) e o reforço tanto da legislação para o meio ambiente como do orçamento destinado a esta área, que supera 2% do PIB. (Efe/ Terra)