Obras de transposição das águas do Rio São Francisco começam em janeiro, prevê ministro

Com a derrubada, pelo Supremo Tribunal Federal, das liminares que impediam o início das obras de transposição do Rio São Francisco, as discussões sobre o projeto foram retomadas e, segundo o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, a única pendência que resta é a liberação da licença de instalação concedida pelo Ibama – Instituto de Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

“Do ponto de vista prático e objetivo, tão logo o Ibama libere a licença, nós podemos começar a obra. Esperamos que a licença seja concedida até o início de janeiro, e assim podemos começar a primeira parte das obras, com o auxílio do Exército”, previu Brito.

A assessoria do Ibama informou que está marcada para esta quinta-feira (21) uma reunião para discussões internas sobre a licença de instalação, e que somente depois desse encontro será possível estabelecer prazos.

Em entrevista à Agência Brasil, o ministro explicou que o Ministério da Defesa já recebeu os recursos para as obras, cerca de R$ 100 milhões, e que o Exército ficará responsável pela construção dos canais de aproximação, tanto na região Leste quanto na Norte, e de duas barragens, que depois receberão os equipamentos de bombeamento de água.

Essa primeira parte da obra, de acordo com o ministro, deve durar de oito meses a um ano. A previsão de Pedro Brito é de que em 2007 sejam avaliados os processos licitatórios, enquanto ocorre a obra nos 14 lotes existentes.

Quanto ao orçamento, ele enfatizou que serão gastos R$ 4,5 bilhões, parcelados em quatro anos: “A quantia destinada para 2007 seria de R$ 750 milhões. Para 2008, prevemos R$ 1 bilhão. Já para 2009 e 2010, a estimativa das necessidades de recursos seria de R$ 1,5 bilhão a cada ano. Pretendemos concluir a obra em quatro anos”.

Na opinião de Brito, as audiências públicas são “uma etapa vencida”, após a liberação da licença prévia pelo Ibama. O ministro lembrou ainda que na próxima semana serão lançados os editais dos projetos executivos da obra, mas os de licitação só estarão disponíveis a partir de janeiro. (Juliane Sacerdote/ Agência Brasil)