Cientistas descobrem fóssil de inseto que se camuflava

A camuflagem, capacidade de um organismo se confundir com o meio onde vive, de modo a evitar o ataque de predadores, é muito mais antiga do que se imaginava. Cientistas alemães acabam de anunciar a descoberta de um fóssil, com 47 milhões de anos, de um inseto que imita uma folha.

O Eophyllium messelensis, como foi chamado, lembra muito os insetos atuais com a mesma adaptação e mostra que a camuflagem é uma estratégia evolutiva bem-sucedida e antiga. O fóssil encontrado é de um macho com 63,1 milímetros de comprimento.

O gênero está descrito em artigo que será publicado esta semana no site e, em seguida, na versão impressa da revista Pnas – Proceedings of the National Academy of Sciences.

O grupo liderado por Sonja Wedmann, do Instituto de Paleontologia da Universidade de Bonn (Rheinische Friedrich-Wilhelms-Universität), encontrou um fóssil bem preservado do Eophyllium messelensis em depósitos sedimentares no sítio de Messel.

O inseto apresentava grande semelhança com plantas da era, sugerindo um estágio avançado dessa forma de mimetismo. O espécime também apresentava diferenças mínimas em relação aos atuais “insetos-folha” em tamanho, na forma e no padrão de camuflagem. “Essa ausência de mudanças evolutivas é um notável exemplo de uma ‘estagnação’ morfológica e, provavelmente, comportamental”, afirmam os autores do estudo. (Agência Fapesp/ Estadão Online)