MMA criará três novos distritos florestais

Mais três novos distritos florestais sustentáveis estão em planejamento para serem implantados ainda em 2007. Eles serão localizados nas regiões de Carajás, dos rios Purus e Madeira e do bioma Caatinga, e vão seguir o modelo do primeiro distrito florestal, criado em 2006, na área de influência da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém. Os distritos são uma nova modalidade de gestão territorial aplicada à gestão de florestas públicas.

A principal função dos distritos florestais é a promoção de atividades econômicas sustentáveis. Segundo o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Luis Carlos Joels, os distritos serão bem sucedidos se trouxerem geração de emprego e renda sem devastar a floresta. “A correta gestão dos distritos é uma ótima oportunidade para o desenvolvimento regional em áreas carentes de investimento. As atividades programadas geram muitos empregos e são de longo prazo, o que incentiva a permanência dos habitantes nas áreas dos distritos além de e inibir a ocupação itinerante, o que prejudica o meio ambiente e a qualidade de vida”, explica.

O distrito a ser criado em Carajás, nos estados do Pará, Maranhão, Tocantins, possuirá 28 milhões de hectares e seu foco será o reflorestamento, principalmente para atender a demanda de carvão do Pólo Siderúrgico de Carajás.

O distrito de Purus-Madeira, a ser criado numa área de 35 milhões de hectares, nos estados do Amazonas, Rondônia, Acre e Mato Grosso, abrangerá a área de influência dos rios Purus e Madeira e da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. Um projeto para criação de unidades de conservação, condição para a existência dos distritos florestais, está pronto aguardando autorização. O terceiro distrito, da Caatinga, em fase preliminar de estudo, pretende definir sua área em consonância com os processos de assentamentos do Incra. Com o distrito sustentável, a população local que faz uso doméstico de lenha, poderá fazê-lo de forma sustentável.

Distritos Florestais Sustentáveis são complexos geoeconômicos e sociais onde são implantadas políticas públicas que estimulem o desenvolvimento integrado combinado à preservação dos recursos naturais. (Aida Feitosa/ MMA)