Grandes poluidores devem participar do corte de emissões

Japão e União Européia querem que grandes poluidores como Estados Unidos, China e Índia trabalhem pesado para ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa. “É muito importante que todos os países estejam preocupados em fazer o seu melhor para alcançar as metas do Protocolo de Kyoto”, afirma o primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe.

“Depois de 2013, eu acredito que seja importante nós formamos um grupo de trabalho efetivo para atuar na redução dos gases do aquecimento global e isso inclui grandes países emissores como os Estados Unidos, a China e a Índia; assim como outras economias emergentes”.

O presidente da Comissão Européia, Jose Manuel Barroso, que anunciou metas de cortes de emissões mais profundas para a UE na última quarta-feira, disse que já existe mais consciência global sobre a questão das mudanças climáticas, e não só sobre as preocupações ambientais, mas também sobre abastecimento energético e competitividade econômica. Barroro ressalta que a UE e o Japão lideram as ações para combater o problema.

Estados Unidos, China, Rússia e Índia estão no topo da lista de grandes emissores nacionais de gases causadores do efeito estufa. Dos quatro maiores, somente a Rússia participa do Protocolo de Kyoto, tratado internacional que determina metas de redução de emissões no período de 2008 a 2012. Há propostas para se extender o pacto para além desta data.

O maior poluidor mundial, Estados Unidos, pulou fora do acordo original de Kyoto com a desculpa de que as regras do tratado seriam prejudiciais para a economia do país. Bruxelas há tempo argumenta que a luta contra o aquecimento global não pode obter sucesso sem a participação de Washington.

Barroso acredita que as mudanças climáticas irão assumir lugar de destaque na agenda durante os próximos anos e que deverá ser um dos tópicos mais importantes na próxima reunião entre UE e Japão, em 05 de junho.

Ao anuncionar as novas inicitivas para energias e mudanças climáticas na quarta-feira, Barroso desafiou o mundo a seguir o exemplo de liderança da Europa no corte de emissões de gases. A divisão executiva da UE propôs que as 27 nações do bloco reduzissem em pelo menos 20% as emissões até 2020, em comparação com os níveis de 1990. a redução pode subir para 30% com a entrada de outros países desenvolvidos.

Isso renova as chamadas para os Estados Unidos e outras grandes economias derrubarem a oposição e se aliarem no corte de emissões. (Reuters/ CarbonoBrasil)