Catadores de materiais recicláveis têm até dia 31 para inscrever projetos no BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebe, até o dia 31 deste mês, projetos de associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis interessadas em receber recursos não reembolsáveis do banco, oriundos do fundo social da instituição.

O prazo final de encaminhamento dos projetos, 20 de dezembro, foi prorrogado para que as cooperativas pudessem se organizar e para permitir que parceiros estratégicos do BNDES no programa, como a Caixa Econômica Federal, tenham condições de estruturar os projetos e enviá-los ao banco. Segundo o gerente do Departamento de Economia Solidária do BNDES, Guilherme Gandra, o prazo foi ampliado exatamente com o objetivo de obter resposta de todas as regiões do país.

“A partir daí, em 31 de janeiro, faremos a avaliação dessa carteira de projetos, segundo os critérios de elegibilidade, enquadramento jurídico classificatórios, para decidir, então, quais são os projetos que vão receber apoio”, disse ele.

O apoio do BNDES será destinado a obras de implantação, ampliação, recuperação e modernização de infra-estrutura física das entidades, além de compra de máquinas e equipamentos, assistência técnica e capacitação dos cooperados.

Gandra lembrou que o programa para catadores de materiais recicláveis foi lançado no dia 25 de outubro do ano passado pelo presidente da República, durante solenidade no Palácio do Planalto. O programa surgiu de uma proposta conjunta do BNDES e dos Ministérios do Trabalho, das Cidades e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com base em estudo feito pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), sob a coordenação técnica da Universidade Federal da Bahia.

O estudo propõe módulos básicos de investimento para cada tipo de entidade associada ao movimento. O programa do BNDES está inserido também no âmbito do Programa de Resíduos Sólidos do Plano Plurianual de Investimentos, do governo federal.

“O objetivo fundamental do banco é contribuir com políticas públicas de desenvolvimento regional e social e beneficiar a população de baixa renda, porque a maioria das cooperativas de catadores de lixo caracteriza-se por serem integradas por pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, mas que, por outro lado, produzem impactos positivos com relação à questão do meio ambiente, principalmente nas grandes cidades”, afirmou Gandra.

A linha de crédito do BNDES para os catadores de materiais recicláveis não tem dotação limite de recursos. Guilherme Gandra explicou que não foi estipulado nenhum tipo de limitação para o orçamento do programa, nem por operação. Segundo ele, como é a primeira iniciativa mais abrangente do banco, é necessário “sentir a demanda”.

De acordo com dados do Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis, até 1 milhão de pessoas exercem atualmente essa atividade em todo o país.
(Fonte: Alana Gandra / Agência Brasil)