OMS: reduz risco de gripe aviária a humanos

A OMS – Organização Mundial da Saúde reconheceu nesta terça-feira (16) que, embora continue existindo o mesmo risco de que ocorra uma pandemia provocada pelo H5N1, a probabilidade de transmissão a humanos da variante mais perigosa do vírus da gripe aviária diminuiu em relação a anos anteriores.

“É verdade que, graças aos planos dos países atingidos, a possibilidade de contágios individuais agora é menor do que há um ano, embora o risco de que ocorra uma pandemia seja o mesmo”, disse em teleconferência o subdiretor-general interino da OMS para doenças transmissíveis, David Heymann.

Segundo o especialista, a probabilidade de que o vírus H5N1 – que até o momento matou mais da metade das pessoas infectadas – cause uma catastrófica pandemia entre humanos continua dependendo diretamente de uma mutação, com isso sendo capaz de transmitir-se com facilidade.

O recente aumento na freqüência de detecção de focos de H5N1 entre animais e humanos é devido, segundo vários responsáveis da OMS, a razões sazonais, já que os meses de inverno no hemisfério norte são mais favoráveis para sua propagação.

“Nos últimos dois anos, os países foram se preparando cada vez melhor para fazer frente a um foco de gripe aviária, com mais recursos para o controle e a detecção, e, com isso, desta vez está sendo mais fácil controlá-los”, disse Heymann.

Por isso, “embora a situação atual seja parecida com a de anos anteriores nesta época, existe maior capacidade de reação”, o que facilita, segundo o especialista, que “em vez de encontrar grandes focos entre animais, graças às vacinações, estejamos enfrentando focos pequenos e mais fáceis de manejar”.

Sobre os casos de contágios humanos detectados este ano na Indonésia, os especialistas confirmaram que quatro pessoas morreram por causa do H5N1, a variante mais perigosa das conhecidas da gripe aviária. Até o momento, morreram 61 das 79 pessoas na Indonésia que contraíram o vírus, o que torna o país no com maior número de mortos por causa da doença que, segundo a OMS, infectou pelo menos 267 pessoas e causou a morte de 161 em cerca de dez países.

Segundo os especialistas da OMS, não existe nenhum indício de que entre os novos casos da Indonésia tenha havido transmissão do vírus entre humanos, apesar de haver vítimas de uma mesma família, porque “o lógico é que todas elas tenham ficado expostas à mesma fonte de contágio”. (Efe/ Terra)