China apela para inseminação artificial para salvar tigres

Uma tigresa siberiana de quatro anos se tornou a primeira da espécie inseminada artificialmente na China, num programa que pretende evitar a endogamia e preservar os felinos, ameaçados de extinção.

Segundo explicou Bian Shifeng, diretor do Centro de Criação de Felinos de Henghedaozi, na província de Heilongjiang, no nordeste do país, a experiência pioneira foi feita com “um sêmen de boa qualidade”, de um macho de sete anos, treinado para viver na vida selvagem.

Um dos principais riscos para a espécie, uma das dez mais ameaçadas do mundo, está nos cruzamentos entre parentes, nos parques onde vivem em cativeiro.

“O primeiro objetivo do programa é evitar acasalamentos entre tigres com proximidade sanguínea”, disse Bian.

Os zoólogos esperarão algumas semanas para ver se a inseminação funciona, se a fêmea fica prenhe e consegue dar à luz filhotes com “os bons genes do pai”.

É a primeira vez que a técnica é usada na China. Até agora, a inseminação artificial era utilizada em outra espécie ameaçada e emblemática do país: o panda gigante.

“Se o teste for bem sucedido, facilitará o trabalho. O sêmen poderá ser congelado e transportado para onde haja uma fêmea que precise dele”, disse Bian.

Segundo a organização WWF, apenas cerca de 500 tigres siberianos vivem em estado selvagem em seu hábitat, na fronteira entre a Sibéria russa, o noroeste da China e o norte da Coréia.

Apesar ser alarmante, a situação melhorou em relação a meados do século 20, quando só restavam 40 exemplares. A espécie esteve à beira da extinção, devido sobretudo à caça. (Efe/ Estadão Online)