Duas espécies de répteis são descobertas no Brasil

Duas novas espécies de répteis foram reconhecidas por cientistas brasileiros. As descrições do Stenocercus squarrosus e Stenocercus quinarius, dois lagartos que parecem pequenos dragões estão na úlitma edição do South American Journal of Herpetology, publicação da Sociedade Brasileira de Herpetologia. A pesquisa, liderada pelo analista de biodiversidade da ONG de pesquisa Conservação Internacional, Cristiano Nogueira, registrou 253 “Squamata”, grupo de répteis que incluem lagartos, serpentes e anfisbenas, como são chamadas as cobras de duas cabeças. Mais de 30 mil quilômetros foram percorridos em dez Estados, ao longo de sete anos de pesquisa.

Os novos répteis foram encontrados em regiões do Cerrado e da Caatinga. O habitat do Stenocercus quinarius é o Parque Nacional Grande Sertão Veredas, entre Minas Gerais e Bahia, uma área de preservação. No entanto, a situação dos exemplares que estão fora da unidade não é favorável, devido à perda de vegetação nativa.

“Não há como assegurar a conservação da espécie apenas no Parque”, frisa Nogueira, observando que “se as áreas do entorno continuarem sendo devastadas, as populações sofrerão perdas significativas, principalmente na região das chapadas do oeste baiano, hoje dominadas por monoculturas de soja”.

A situação do Stenocercus squarrosus é um pouco diferente. Ele foi localizado pelo pesquisador e curador de Herpetologia do Museu de Zoologia da USP, Hussam Zaher, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí, uma região que poderá ter sua área de preservação aumentada em breve.

“A expansão do Parque Nacional da Serra das Confusões e a conservação do entorno do Grande Sertão Veredas serão medidas importantes para as duas novas espécies”, disse o pesquisador.

Pequenos dragões – Com no máximo 14 centímetros de comprimento, os dois novos lagartos parecem animais pré-históricos. A cabeça é triangular e tem quatro pequenas protuberâncias que lembram chifres. Eles vivem em troncos de árvores e em tocas feitas por outros bichos. Usam a coloração discreta como forma de camuflagem no ambiente natural, escapando dos predadores. (Redação Terra)