Transposição do São Francisco terá início em fevereiro

Depois de toda polêmica e das pendências judiciais que atrasaram o Projeto de Transposição do Rio São Francisco, o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, anunciou nesta segunda-feira (22) que as obras vão começar em fevereiro. Brito disse estar confiante que até lá será emitida a licença de instalação do projeto pelo Ibama.

As obras serão feitas inicialmente pelo Batalhão de Engenheira do Exército, até que as licitações sejam concluídas e as obras passem a ser feitas pela iniciativa privada. O uso do Exército foi um caminho encontrado pelo governo para não atrasar ainda mais as obras. Segundo o ministro, o início das obras de transposição – agora batizado de Projeto de Integração do Rio São Francisco – terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fará uma visita a Cabrobó, em Pernambuco, onde o Exército começará as obras.

O Ministério da Integração Nacional já repassou, segundo Brito, R$ 100 milhões para o Ministério da Defesa. Esses recursos permitirão o início das obras. O objetivo da transposição é conectar a bacia do São Francisco a regiões com déficit hídrico.

Petistas – Brito disse que a eleição de dois petistas para os governos da Bahia – Jacques Wagner – e de Sergipe – Marcelo Déda – vai reduzir as resistências políticas à implementação do projeto de transposição do Rio São Francisco. Os dois Estados eram os principais opositores ao projeto. “Tínhamos no passado uma oposição política mais localizada na Bahia e Sergipe. Com os novos governadores, a questão política foi minimizada. Estamos negociando com os Estados doadores (da água do rio) para minimizar qualquer tipo de questionamento”, afirmou o ministro.

O ministro disse que Bahia e Sergipe, além de Alagoas, têm demandas que serão analisadas pelo Ministério. Uma das demandas, do governo alagoano, é a construção de um canal no qual serão investidos, segundo o ministro, R$ 564 milhões de recursos federais. “Os Estados têm suas demandas e estamos negociando. Está dentro da lógica de uma democracia”, disse. Segundo ele, os governadores Jaques Wagner e Marcelo Déda, não vão se opor ao início das obras previsto para fevereiro. (Luciana Leal/ Estadão Online)