Companhia de Águas do Rio será a primeira a receber recursos do PAC

O Ministério das Cidades e o governo do Rio de Janeiro firmaram nesta sexta-feira (26) acordo para reestruturação técnica da Cedae – Companhia Estadual de Águas e Esgotos, que será a primeira do país a receber dinheiro do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.

Os recursos vão ser usados para levar água e saneamento básico a 1,5 milhão de pessoas que vivem na Baixada Fluminense. A falta d’água na região é um problema, principalmente nos meses de verão. Até quarta-feira (31), a Cedae vai apresentar os projetos de obras para cada área, e só então o valor da ajuda federal será definido.

Ao explicar como será aplicado o dinheiro, o presidente da Cedae, Wagner Victer, disse que serão contempladas algumas obras já iniciadas, mais que ainda precisavam de recursos para ser finalizadas, como as da Baixada Fluminense. “Há um tripé de condições para que uma região receba esses recursos do governo federal: não ter atendimento de água satisfatório, ter uma rede de esgoto insuficiente e ser região carente”, afirmou Victer.

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, ressaltou, entretanto, que o dinheiro não deverá ser utilizado somente para obras. “Vamos também destinar (recursos) à recuperação de empresas para que elas sejam capazes de desenvolver projetos, atuar independentemente e se habilitar a financiamento. Queremos ajudar na estruturação e elaboração de projetos”, resumiu.

Segundo Márcio Fortes, além de disponibilizar técnicos e um serviço de consultoria, o Ministério das Cidades vai ajudar a Cedae com a renovação de cadastros e compra de hidrômetros. Atualmente, a Cedae é uma empresa deficitária, pois gasta mais do que arrecada.

De acordo com Fortes, com o PAC, o Ministério das Cidades terá recursos orçamentários para investir na política de saneamento básico. “Vamos colocar a Cedae como prioridade para resolver o problema de água e esgoto no Rio de Janeiro”.

Ele disse que o ministério não tinha projetos passados para essa área porque estava trabalhando basicamente com financiamento, que pode ser concedido ou não. “O PAC deu a oportunidade única para trabalharmos com uma política de saneamento a partir de recursos orçamentários e, com isso, nós definimos áreas de atuação a partir de projetos que são apresentados”. (Luiza Bandeira/ Agência Brasil)