Japão treina para casos humanos de gripe aviária

O Japão realizou na segunda-feira (05) um exercício para testar sua prontidão para tratar de casos humanos de gripe aviária, com um paciente fictício – vestindo uma máscara branca e chamado de “senhor A” – sendo levado para um hospital de ambulância e passando por exames.

O exercício na prefeitura de Tokushima, no sul do Japão, foi baseado em um cenário em que duas pessoas apresentam sintomas de gripe aviária, depois de voltar de um país onde o vírus H5N1 transformou-se em uma forma que se transmite com facilidade de pessoa a pessoa. O primeiro paciente fictício morre em um hospital depois que os moradores locais, que representaram parentes e vizinhos, testam negativo para o vírus, disse uma autoridade do governo local.

Mas o segundo paciente entra em um trem e transmite o vírus para outras duas pessoas antes do final do exercício, com a localização das pessoas contaminadas desconhecida, apesar de a região ter sido isolada para evitar mais casos. Como parte do exercício, o governador local faz uma vídeoconferência com autoridades do Ministério da Saúde em Tóquio para trocar informações, e a prefeitura é requisitada a atualizar o público sobre os casos via Internet.

Autoridades disseram que não há planos de continuidade para o exercício, que foi o segundo do governo, mas o primeiro realizado em conjunto com autoridades locais. O vírus H5N1 matou 165 pessoas no mundo desde 2003, a maioria na Ásia, e mais de 200 milhões de aves morreram, ou foram sacrificadas para evitar disseminação. Especialistas temem que o vírus provoque uma pandemia caso passe por mutação e se transforme em uma forma altamente contagiosa entre humanos. O governo do Japão estima que um vírus deste tipo pode provocar até 640 mil mortes no país.

O Japão identificou quatro surtos de vírus H5N1 em criações de aves neste ano, mas não há casos de contaminação humana no país. Antes disso, o Japão sofrera quatro surtos de H5N1 em 2004. Há algumas fazendas de criação de galinhas em Tokushima, mas até agora a doença não foi identificada na região. (Reuters/ Terra)