UE cobra esforço da indústria para que carros poluam menos

Os fabricantes de carros terão de fazer “a parte principal do esforço” para cortar as emissões de dióxido de carbono dos no vos modelos, como parte da estratégia européia para combater o efeito estufa, disse o ramo executivo da União Européia. A Comissão Européia decidirá, nesta quarta-feira (07), como impor uma redução na média de emissões dos automóveis, fabricados localmente ou importados, até 2012. A indústria, por sua vez, reclama que outros fatores, como impostos e a qualidade do combustível, devem ser levados em conta.

O aumento nas emissões de CO2 pelos meios de transporte, terrestre e aéreo, põe em risco o esforço europeu de cortar as emissões de gases do efeito estufa do continente. Ao mesmo tempo, a indústria parece fadada a fracassar no cumprimento de um compromisso voluntário, assumido com a Comissão Européia há nove anos, de reduzir a emissão média da frota a 140 gramas de gás carbônico por quilômetro rodado, até 2008.

Com isso, a comissão ameaça determinar uma redução compulsória, que entraria em vigor a partir de 2012. Mas queixas da indústria, incluindo ameaças de corte de empregos, parecem estar levando o executivo europeu a pensar em meios de distribuir o fardo entre outros setores, como o da produção de combustível: segundo um diplomata que pediu para não ser identificado, a meta da indústria para 2012 seria de 130 gramas, e o restante – para um alvo global de 120 gramas – viria de outras áreas.

“O esforço principal terá de vir da tecnologia de veículos motorizados, por conta de uma meta média para a frota de carros novos”, insiste o porta-voz Johannes Laitenberger, citando a meta geral de 120 gramas. (AP/ Estadão Online)