FAO pede vigilância contra contágio de H5N1 em gatos

A FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação pediu nesta quinta-feira (08) “vigilância” diante da possibilidade de contágio de gripe aviária nos gatos, embora diga que não há evidência científica sobre a transmissão do vírus dos felinos aos humanos. A organização acrescentou que, como medida de precaução, os gatos devem ser afastados das aves de granja e das aves silvestres, “nas áreas onde se encontrou o vírus H5N1”.

A FAO afirmou em comunicado que “os gatos podem se infectar com o vírus altamente patogênico da gripe aviária H5N1, mas até agora não há evidência científica que sugira que existiu uma transmissão do vírus entre os gatos ou de felinos a humanos”.

A FAO disse ser “contrária ao sacrifício de gatos como forma de lutar contra o vírus” e considera que sua eliminação em massa “pode levar a um aumento dos roedores, entre eles os ratos, que são uma praga para a agricultura e freqüentemente transmitem doenças aos humanos”.

A entidade mencionou casos de contágio de vírus H5N1 entre os gatos na Indonésia e lembrou que estes já ocorreram em Tailândia, Iraque, Rússia, União Européia e Turquia. O subdiretor-general da FAO, Alexander Müller, destacou que “a situação é preocupante, não só porque os gatos podem atuar como intermediários na propagação do vírus entre espécies, mas também porque, ao se desenvolver nos gatos, o vírus H5N1 poderia sofrer mutação com mais facilidade em um tipo mais contagioso que poderia disparar uma pandemia”.

Peter Roeder, especialista em Saúde Animal da FAO, afirmou que os últimos exames “dão a impressão de que os gatos são portadores finais do vírus”. O especialista anunciou que a FAO iniciará estudos em Java, onde o vírus H5N1 prevalece e onde ocorreram mortes de gatos, com o objetivo de investigar o papel dos felinos na transmissão da doença. (Efe/ Terra)