ZEE da Amazônia indicará como usar os recursos naturais de forma sustentável

Os mapas produzidos pelo projeto Macro-ZEE – Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal, lançados pelo Ministério do Meio Ambiente e IBGE em janeiro deste ano, consolidaram e atualizaram dados e informações sobre a região. Os documentos vão contribuir para a elaboração do zoneamento da Amazônia, definindo como usar os recursos naturais de forma sustentável.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Gilney Viana, o ZEE da Amazônia, que ainda está em fase de elaboração, possibilitará o ordenamento da ocupação territorial e definirá áreas em que serão estabelecidas restrições de uso, como o funcionamento de unidades de conservações, parques, estações ecológicas, terras indígenas, e aquelas que são mais propícias às atividades econômicas, como a agropecuária e a agricultura. “Nós esperamos que, ao terminar o ZEE, tenhamos um novo modo de ver a Amazônia, um novo modo de explorar suas riquezas, um novo modo de distribuir a população naquele território e um novo modo de preservar os bens naturais que nos foram delegados”, acrescentou.

Gilney Viana informa ainda que o projeto do ZEE da Amazônia será votado depois de submetido a audiências, sendo ouvidas as populações, agentes públicos e privados de forma que seja um pacto para a governabilidade sustentável da Amazônia. “Os dados georreferenciados, gerados a partir de uma base cartográfica, serão usados pelos gestores públicos e os agentes privados antes de suas decisões, para fazer um investimento em projetos como uma estrada, uma usina, um assentamento de reforma agrária, uma usina de tratamento de lixo ou uma grande indústria, uma grande planta industrial”.

A expectativa é de que o material auxilie o poder público a definir políticas para a Amazônia, principalmente na gestão ambiental e territorial. Os estudos podem se tornar ainda importante fonte de consulta para decisões da iniciativa privada. Por eles, é possível, por exemplo, escolher a melhor localização para um empreendimento. (Regina Rabelo/ MMA)