Lula critica política ambiental dos ricos e defende etanol

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai repetir para o presidente norte-americano, George W. Bush, as cobranças que tem feito aos países ricos para a preservação do meio ambiente e redução da emissão de gás carbônico.

Lula disse nesta segunda-feira (12) durante o programa semanal de rádio Café com o Presidente que apresentará o assunto quando Bush visitar o Brasil, em março. O presidente também afirmou que levará a questão para o encontro do G8, na Alemanha, em julho.

“Esse é um dos assuntos que vamos conversar com o presidente Bush”, afirmou o presidente. A visita de Bush ao Brasil está marcado para os dias 8 e 9 de março, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores.

Lula mais uma vez atacou os países ricos sobre a poluição ambiental. Desde a divulgação de relatório da ONU – Organização das Nações Unidas sobre aquecimento global, no início do mês, o presidente tem reforçado pedidos por mudança na postura dos países desenvolvidos.

“O Brasil tem autoridade moral e política para exigir que os países ricos, em vez de ficarem produzindo protocolos que depois não assinam, cumpram com a sua obrigação de despoluir o planeta. Nós faremos a nossa parte, agora, é preciso que eles façam a deles”, disse Lula.

O presidente ainda destacou o esforço feito pelo governo e empresários brasileiros para promover a utilização do álcool em outros países, assim como a produção de biodiesel, como boas alternativas energéticas.

Segundo Lula, o Brasil produz hoje 16,5 bilhões de litros de álcool, o que coloca o País à frente de outros países na utilização de combustíveis menos poluentes.

“Estamos numa frente de trabalho muito forte do governo e dos empresários na tentativa de convencer o mundo desenvolvido a colocar álcool na gasolina para diminuir a emissão de gases que tanto poluem o planeta Terra e tanto preocupam os países do mundo e preocupam os ambientalistas”, disse.

Entre os dias 8 e 14 de março, Bush visitará Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México. (Reuters/ Estadão Online)