Protocolo de Kyoto registra o 500º projeto de MDL

O MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto registrou o seu 500º projeto na segunda-feira (12), em um parque eólico de 8,75 megawatt em Gujarat, na Índia. O projeto deverá reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em mais de 15.300 toneladas ao ano.

“O 500o projeto é um marco animador, especialmente considerando que o Protocolo de Kyoto foi ratificado há apenas dois anos e que, há um ano, menos de cem projetos estavam registrados. É uma prova do que pode ser feito quando paises se unem para encontrar soluções para problemas globais”, diz Yvo de Boer, secretário executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCCC).

O MDL tem por objetivo estimular o desenvolvimento sustentável permitindo que países com obrigações no Protocolo de Kyoto quitem parte de seus compromissos investindo em projetos que reduzam as emissões de carbono na atmosfera nos países em desenvolvimento. O projeto de número 499, por exemplo, de eletrificação rural em Uganda, é financiado pelo Fundo de Carbono do Banco Mundial e envolve Finlândia e Países Baixos.

Há projetos de MDL sendo conduzidos em mais de 40, com mais de 31 milhões de Reduções Certificadas de Emissões (RCEs ou créditos de carbono) geradas. Cada RCE equivale a uma tonelada de CO2, o principal gás do aquecimento global.

O mecanismo antecipou que, a partir de hoje, serão geradas mais de 1,8 bilhões de créditos de carbono para o primeiro período de compromissos do Protocolo de Kyoto, que segue até 2012. Esse total representa o volume anual de emissões de Canadá, França, Espanha e Suíça combinadas.

“Mecanismos de mercado, como o MDL e as negociações de emissões, são essenciais para incentivar o investimento verde necessário para enfrentar as mudanças climáticas e seguir para uma economia de baixa emissão de carbono”, avalia Boer. O secretário executivo da UNFCCC vê os mecanismos de mercado e os projetos financeiros inovadores como os maiores elementos para qualquer acordo internacional futuro sobre mudanças climáticas”. (CarbonoBrasil)