Tráfico põe em risco espécies de periquitos mexicanos

Os traficantes ilegais de animais deixaram em risco de extinção 11 das 22 espécies de periquitos que existem no México, afirmaram na quarta-feira (14), na capital do país representantes de grupos de ambientalistas.

As organizações Defenders of Wildlife do México e Teyeliz apresentaram hoje o relatório “O tráfico ilegal de periquitos no México”. Os ecologistas explicaram que as populações silvestres das espécies de periquitos em perigo de extinção diminuíram mais de 90% e “agora contam apenas com mil a 10 mil indivíduos”.

O relatório acusa o comércio ilegal de afetar em maior ou menor grau 19 das 22 variedades da ave. As mais ameaçadas são o periquito de cara laranja, ou “atolero”, o periquito de cara branca ou “cucha”, o catarina e o “pechisucio” ou “quila”.

As entidades alertam que, além da captura, durante o processo os ninhos são destruídos e os ovos e filhotes ficam abandonados até morrer. “O tráfico ilegal se transforma na maior ameaça aos periquitos e as quantidades extraídas a cada ano, sem controle, acabarão com várias espécies em pouco tempo”, prevê o documento.

O diretor de programas da Defenders of Wildlife do México, Juan Carlos Cantù, afirmou que a promotoria ambiental só recupera 2% dos pássaros capturados.

Os grupos lembraram que o México permitiu a caça de aves silvestres para o comércio há 50 anos, levando ao quase extermínio de diversas espécies, como já aconteceu com as tartarugas e as baleias.

O relatório diz que 77% dos periquitos que caem nas mãos de traficantes ilegais morrem antes de chegar ao comprador final. “Desse jeito, algumas espécies desaparecerão em 10 a 15 anos”, finalizou o ecologista. (Efe/ Estadão Online)