Governo e setor de aviação alemão se comprometem com comércio de CO2

A Alemanha tem se mostrado empenhada nas ações para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Esta semana, anunciou que irá aceitar a proposta da Comissão Européia para limitar suas emissões de CO2 em 453 milhões de toneladas por ano. Já a indústria de aviação do país derrubou todas as objeções para ser incluída na negociação de emissões e se comprometeu em participar do esquema europeu de comércio de emissões (EU ETS) a partir de 2011.

Inicialmente, a Alemanha queria permissões de emissão para 482 milhões de toneladas de CO2 anuais, enquanto a Comissão propôs 453 milhões de toneladas, ou seja, 6% a menos. O país chegou ao ponto de ameaçar a Comissão com ações legais por ela rejeitar uma proposta alemã que ficaria entre os dois níveis de emissão. Mas a Alemanha acabou cedendo quando as diferenças diminuíram, após muita negociação. “Aceitaremos (esta decisão da Comissão),” disse o ministro do Meio Ambiente Sigmar Gabriel, acrescentando que o governo alemão quer “ressaltar que apoiamos o esquema de emissões europeu”.

No mesmo dia em que Gabriel anunciou a aprovação alemã da decisão da Comissão, os responsáveis pelo setor de aviação germânico assinaram um memorando anunciando que participarão do ETS a partir de 2011 com os vôos domésticos europeus e, um ano depois, com vôos intercontinentais. A indústria aérea emitiu uma declaração dizendo que a negociação dos créditos de CO2 era “correta e expressamente bem-vinda” como uma alternativa para o sistema de impostos. O documento tem o apoio de todo o setor alemão de aviação de passageiros e de cargas, incluindo a Luftansa.

Até recentemente, a Luftansa era contra o ETS. Agora, no entanto, a maior companhia aérea da Alemanha assinou um documento dizendo que “aceita o mercado de emissões como uma medida conseqüente”, pois é, ao ser comparado com outras regulamentações, “ecologicamente mais efetivo e economicamente mais viável”.

Taxas – As companhias aéreas do sudeste sobem os preços das passagens e os outras seguem. Na última semana as empresas do sudeste aumentaram unilateralmente as taxas em $10 nos vôos com mais de mil milhas e, pelo menos, outras cinco empresas seguiram o exemplo.

“Isto também está relacionado com combustível”, disse a porta-voz Paula Berg. “O preço do óleo continua alto e a nossa expectativa é de que se mantenha alto. Nós precisamos compensar nossa taxa de combustível”.

American, Continental, Northwest, United e outras combinaram os aumentos no sudeste, que também incluíram aumento de $3 em vôos com extensões menores de mil milhas. Este foi o segundo aumento de preços no sudeste em três meses. (CarbonoBrasil)