-
Mais lidas do dia
- Inundações atingem até 'sertão' da Austrália, e cidades são desocupadas
- Supermercado é obrigado a fornecer sacolas biodegradáveis gratuitamente
- Planeta recém-descoberto é 'melhor candidato a abrigar 'vida' fora da Terra
- Seca de 600 milhões de anos pode ter eliminado vida em Marte
- Ave redescoberta em 2003 já se reproduz na Oceania, dizem cientistas
Anúncios
Principais assuntos
acidente ambiental agropecuário amazônia apreensão arqueologia biodiversidade biotecnologia carbono ciência clima crime cursos e eventos código florestal dengue desenvolvimento sustentável desmatamento energia extinção fauna fenômeno florestal gestão ambiental gripe A gripe aviária internacional legislação licenciamento mudanças climáticas nuclear paleontologia pesquisa poluição protesto protocolo de kyoto qualidade de vida queimadas recursos pesqueiros resíduos tecnologia terremoto transgênicos unidades de conservação velho chico águas índiosListar notícias por data



16 / 10 / 2007Nutricionista diz que população não reconhece frutas e vegetais como alimento
Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, a nutricionista faz uma constatação: o brasileiro desconhece os frutos específicos de cada região. Pitomba, lobeira, tucumã, pupunha, baru e cagaita são exemplos de alimentos subutilizados e, muitas vezes, desconhecidos por grande parte da população brasileira. Ela garante, entretanto, que a utilização de alimentos de origem vegetal possibilitam uma dieta saudável, barata e de acesso facilitado.
Também é preciso enxergar nos alimentos uma fonte de prazer e de nutrientes. Nesse processo, a educação nutricional é importante. Ela destacou ainda que para se ter uma alimentação saudável é preciso quatro práticas importantes: quantidade, qualidade, harmonia e adequação.
“É preciso consumir a quantidade de alimentos necessários para atender a todas as nossas necessidades; a qualidade dessa alimentação deve ser composta por todos os nutrientes que a gente precisa para repor perdas; o consumo deve ser de forma harmoniosa, atendendo a uma proporção entre si; e por último, devem estar adequados à situação de cada um: a idade, o sexo, altura, a classe social e cultura”, analisou.
Verônica destacou que as diferenças regionais não interferem na qualidade da nutrição. Segundo ela, em todos os estados do país, é possível encontrar tipos variados de alimentos ricos em vitaminas e nutrientes necessários à saúde. Para ela, é preciso divulgar os alimentos pouco conhecidos para que eles sejam explorados pela população de maneira sustentável.
“Não adianta divulgar pratos e receitas com alguns ingredientes que não vão ser encontrados nos supermercados. Tão pouco colocá-los nos supermercados destruindo a natureza, explorando sem critério, sem plantar e renovar essas fontes. É preciso buscar a renovação, mas de forma sustentável”, disse a nutricionista.
Segundo Verônica, o brasileiro encontra condições adequadas para se alimentar bem, já que um prato de arroz com feijão, carne e salada é grande fonte de energia, proteínas, fibras, vitaminas e minerais. A professora salientou ainda que alguns hábitos alimentares estão mudando por causa da influência norte-americana, que privilegia sanduíches, embutidos e refrigerantes. Para Verônica, o consumo excessivo desses alimentos são inadequados à saúde.
Sobre a qualidade nutricional dos alimentos que compõem a cesta básica brasileira, a nutricionista falou que apesar de a elaboração estar relacionada a alimentos específicos de cada região, existem carências de diversos nutrientes por causa da impossibilidade de se incluir alimentos perecíveis como frutas, hortaliças e vegetais, importantes na complementação da cesta. Apesar disso, ela acredita que tem sido válida a incorporação de vitaminas e minerais, em alimentos enriquecidos, e citou exemplos como a farinha de trigo enriquecida com ferro; e o sal, com iodo.
“Isso realmente é eficaz em determinadas patologias, como é no Brasil em relação ao bócio (aumento do volume do pescoço por causa de doença na tireóide), mas a gente tem uma dificuldade muito grande de incorporar nas cestas básicas as hortaliças e as frutas, porque são altamente perecíveis e as vezes a própria comunidade não tem o hábito de utilizar”.
O Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta terça-feira (16), tem como tema este ano “O Direito à Alimentação”. A data é celebrada em mais de 150 países. De acordo com dados da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, 854 milhões de pessoas em todo o mundo ainda permanecem subnutridos. (Agência Brasil)