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29 / 03 / 2008Degradação do solo e as conseqüências da erosão acelerada pelo homem
Mais de 1 bilhão de pessoas vive em regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, responsáveis por 22% da produção de alimentos do mundo. Em áreas como na região subsaariana e na Ásia Central, as taxas de mortalidade infantil são de 10% a 20% maiores que nos países industrializados e também há sérias preocupações sobre os movimentos maciços de pessoas, segundo o professor Zafar Adeel, diretor da Rede Internacional sobre Água, Meio Ambiente e Saúde – um organismo subordinado à Universidade das Nações Unidas com sede no Canadá.
Cerca de 15,7 % do território brasileiro (mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados) pode se tornar desértico, uma área habitada por 32 milhões de pessoas, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
A erosão pode ser um processo natural e importante para a formação dos relevos, quando é resultado do transporte do solo pela água, vento ou gelo. O problema ocorre quando há intervenção humana, com a destruição de florestas, uso agrícola intensivo, a expansão desordenada das cidades ou as poluições orgânicas e industrial, que levam a uma erosão mais severa.
Segundo a Confagri, uma cooperação agrícola portuguesa, nos últimos 40 anos, cerca de um terço dos solos agrícolas mundiais deixaram de ser produtivos, do ponto de vista agrícola, devido à erosão.
A erosão destrói as estruturas que compõem o solo, como areias, argilas, óxidos e húmus. O solo é considerado desértico quando perde a capacidade de realizar suas funções e não é mais capaz de sustentar vegetações. A fertilidade do solo depende de vários fatores físicos e químicos.
Práticas agrícolas mais desenvolvidas e que tenham relação mais simbiótica com o clima são essenciais para combater a deterioração do solo, assim como a recomposição da malha hídrica com a devida proteção de nascentes. Práticas de conservação podem minimizar o problema, como a preservação de matas e florestas. (CarbonoBrasil)