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05 / 07 / 2008Diferenças entre países da UE sobre emissão de CO2 aparecem
A discussão dos ministros europeus de Meio ambiente e de Energia realizada nos arredores de Paris foi “franca” e “aberta”, conforme vários deles informaram.
O resultado é que todos os países debateram os problemas que vêem no pacote de clima e energia, desde os objetivos da redução atribuídos a cada um pela Comissão Européia (CE) até os mecanismos de proteção para suas indústrias pesadas, passando pelo financiamento de reformas.
“O resultado é muito positivo. Agora o Conselho e o Parlamento Europeu puderam ver onde estão os pontos sensíveis e aproximar posturas”, disse à Agência Efe a secretária de Estado de Mudança Climática da Espanha, Teresa Ribera.
O primeiro ponto de discordância esta entre os países do Leste e os mais ricos da UE.
Diante da recusa da maioria de Governos a redistribuir os esforços de corte de emissões propostos por Bruxelas, um grupo de oito estados ex-comunistas – com uma forte dependência dos combustíveis fósseis – reivindica maiores compensações econômicas para adaptar suas economias e seguir crescendo.
A CE já defendia que 10% dos fundos que os países ricos obtenham do leilão entre suas indústrias das permissões para emitir – e que já não serão repartidas de forma gratuita – se outorgassem aos mais desfavorecidos.
No entanto, países como a Polônia querem aumentar essa quantidade.
O ministro de Ecologia da França, Jean-Louis Borloo, disse que a Europa ocidental está disposta a ser “solidária”, pois caso contrário “não haverá acordo”.
Entre os assuntos polêmicos estão as medidas para evitar que as indústrias européias com um maior consumo energético, como a siderúrgica, se vejam prejudicadas pela concorrência de outros países com exigências ambientais menores e terminem por saírem da UE.
Enquanto um grupo de estados liderado pela Alemanha defende que sejam concedidas cotas de emissão gratuitas a estes setores, a França pede a cobrança de um imposto nas fronteiras aos produtos elaborados em países mais poluidores.
Segundo a delegação espanhola, a idéia tem uma “amplíssima maioria contra”, embora fontes da Presidência rotativa francesa assegurem que o mais provável é que seja levada em conta na solução final.
Todos os países coincidem em acelerar a adoção dos instrumentos de proteção ou, pelo menos, dos critérios para identificar que setores serão os mais afetados pela concorrência, algo que Bruxelas queria adiar apara 2010 à espera de um possível acordo internacional no próximo ano em Copenhague.
Os ministros de Energia da UE se mostraram a favor de impulsionar a eficiência energética, especialmente nos edifícios, uma área na qual o comissário europeu, Andris Piebalgs, anunciou a proposta de novos textos nos próximos meses. (Fonte: Estadão Online)