LHC só será reativado no final de setembro, decide o Cern

A instalação de novos sistemas de segurança ao maior acelerador de partículas do mundo adiará a reativação do Grande Colisor de Hádrons (LHC) até setembro, um ano depois de a máquina de US$ 10 bilhões ter perdido as condições de funcionar por causa de uma simples falha técnica.

O custo dos reparos e das novas medidas de segurança ainda não foi determinado, mas será coberto pelo orçamento normal da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, o Cern, disse a porta-voz Christine Sutton.

A organização, que reúne 20 países, havia informado anteriormente que o conserto custaria 25 milhões de francos suíços, ou US$ 21,5 milhões, mas o montante parece ter aumentado depois que os cientistas avaliaram a extensão do dano e projetaram novas medidas de segurança.

Uma solda malfeita na fiação desligou o LHC em 19 de setembro de 2009, nove dias depois de a máquina ser ativada, com grande cerimônia. A descarga elétrica resultante do defeito danificou uma parte do equipamento e perfurou um recipiente que continha o hélio líquido usado para manter o colisor a uma temperatura inferior à do espaço interplanetário.

Foram necessários meses para que se determinasse a extensão total do dano, que ficou restrito a um dos oito setores do colisor, que ocupa um túnel circular de 27 km sob a fronteira franco-suíça.

Os cientistas assimilaram bem o problema, dizendo que tudo acelerador de partículas enfrenta dificuldades no início.

A máquina foi construída para esmagar prótons em alta energia uns contra os outros e registrar que partículas surgem da colisão. Pesquisadores esperam que AWS colisões recriem, em escala minúscula, as condições que predominavam no universo um trilionésimo de seguindo após o Big Bang.

Após a desativação, 53 dos gigantescos magnetos criados para conduzir os prótons no circuito do colisor tiveram de ser retirados do túnel para manutenção.

Para evitar que o problema volte a ocorrer, o Cern está instalando um novo sistema de proteção altamente sensível, para detectar qualquer aumento indesejado na resistência elétrica das conexões, para que ele possa ser desativado antes que algum dano ocorra. (Fonte: Estadão Online)