Paraná promove campanha de prevenção à dengue

O forte calor registrado no Paraná nos últimos dias – com os termômetros marcando temperaturas acima de 30 graus – é fator determinante para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue. Segundo a Secretaria de Saúde, os meses de março, abril e maio historicamente registram o maior número de incidência de novos casos.

Até agora, os números divulgados pela secretaria mostram um quadro estável, mas o Comitê Estadual de Combate à Dengue está intensificando o trabalho de prevenção em todo o estado. Segundo a assessoria de imprensa, já começaram os preparativos para o novo dia estadual de mobilização, denominado “Volta às aulas sem dengue”, que ocorrerá no dia 27 de março. Segundo o comitê, só se evita a doença impedindo a proliferação do Aedes e para isso é necessária a mobilização de todos.

Uma série de atividades didáticas está sendo programada em todo o estado, envolvendo as escolas, professores, pais e alunos. Materiais específicos serão distribuídos para conscientizar a população sobre os riscos da doença, que pode até matar. Também será reforçada a necessidade de todos participarem do combate ao mosquito. São cerca de 650 mil alunos de 5ª a 8ª série envolvidos na programação.

Ainda de acordo com a assessoria, os testes para diagnóstico precoce e detecção de antígeno da dengue (NS1), em fase de experimentação no Paraná desde o início do ano, já apresentaram resultados positivos. Esse método agiliza a identificação do vírus e aponta o local de sua circulação.

A técnica NS1 está sendo realizada em 25 municípios de 16 estados brasileiros. No Paraná, as cidades de Maringá e Foz do Iguaçu foram selecionadas para experimentação. O Ministério da Saúde escolheu as cidades em função do número de casos apresentados e do risco epidemiológico.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, o Paraná registrou este ano 28 casos autóctones de dengue e dez importados. No mesmo período de 2008 foram 90 casos , dos quais 74 importados. Os números mostram uma queda superior a 70%, acima da média nacional, que foi de 40%. (Fonte: Lúcia Norcio/ Agência Brasil)