Relatório do Ibama revela redução dos índices de desmatamento no Amazonas

Um relatório de atividades apresentado na quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aponta redução no índice de desmatamento no Amazonas em 2008, em comparação com o ano anterior. Na comparação com os demais estados da Amazônia, o Amazonas tem o quarto melhor resultado, ficando atrás do Amapá, Tocantins e Acre. Pará, Mato Grosso e Maranhão tiveram os piores resultados.

De acordo com o relatório, no ano passado, o Amazonas registrou 479 km² de desmatamento contra 610 km² em 2007.

O total da área desmatada em 2008 também representa o melhor resultado dos últimos cinco anos no estado: houve 30,7% a menos em comparação com o ano de 2003, quando o Ibama registrou quase 1,6 mil km² de terras degradadas. Segundo o superintendente do Ibama no Amazonas, Henrique Pereira, a redução da área desmatada no Amazonas revela o bom desempenho das ações de controle e fiscalização ambiental. “Somos um estado florestal, e a manutenção da nossa floresta é a principal meta”, ressaltou Pereira.

Em 2008, entre os estados da Amazônia, o que mais desmatou foi o Pará, com 5.180 hectares, seguido por Mato Grosso e Maranhão, com 3.259 ha e 1.085 ha, respectivamente. Na opinião de Henrique Pereira, o controle ambiental nesses estados é mais difícil do que no Amazonas, pela presença, sobretudo, de rodovias.

“Diferentemente do Amazonas, o Pará tem malha viária extremamente significativa e a equação estrada e desmatamento é muito conhecida. Imagino que seja mais difícil controlar o desmatamento numa região em que o processo de ocupação humana e o surgimento de novas estradas, cidades e empreendimentos se dá muito mais intensamente que no caso do Amazonas”, considerou.

O relatório de atividades do Ibama no Amazonas revela ainda que foram aplicados 1.054 autos de infração em 2008, o que equivale a uma arrecadação de R$ 583 milhões. Em termos de áreas, foram embargados mais de 70 mil ha. Com o embargo, o proprietário das terras consideradas ambientalmente irregulares fica proibido de usá-las até a completa regularização.

De acordo com o relatório, o Ibama promoveu seis meses de operações de campo no ano passado no Amazonas. A maioria das denúncias recebidas pelo instituto referia-se a casos de degradação ambiental e de crimes contra a fauna.

Para este ano, a expectativa do Ibama no Amazonas é garantir recursos para a fiscalização ambiental e que haja concurso público para contratação de novos servidores. (Fonte: Radiobrás)