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29 / 06 / 2009Especialista afirma que doença cardiovascular é a principal causa de morte no Brasil
Gomes explica que cerca de 50% dos pacientes que sofrem um infarto agudo do miocárdio não chegam vivos a um hospital. Por isso, há necessidade de novas terapias, abordagens dinâmicas e mais rápidas em relação a esses casos, que possibilitem salvar vidas, com um atendimento precoce a esse tipo de pacientes. Com essa finalidade, foi desenvolvido o projeto Treinamento Integrado em Medicina de Emergência (Time), de capacitação de profissionais de saúde em todo o país, numa parceria do InCo com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, além de instituições educacionais do Rio de Janeiro e São Paulo.
O Time já passou este ano pelas cidades de Santo André, São Paulo e Campinas (SP), Dourados (MS) e Manaus (AM). Hoje, ele está no Rio de Janeiro, onde terá dez edições com turmas de 30 alunos. A programação de 2009 prevê que o projeto passe ainda pelas cidades de Porto Alegre (RS), Sorocaba (SP), Recife (PE), Curitiba (PR), Brasília (DF), Rio Branco (AC), Natal (RN), Botucatu (SP), São José do Rio Preto (SP), Belo Horizonte (MG), retornando também a São Paulo.
O cardiologista do InCor explicou que o objetivo principal do projeto é reciclar os profissionais de saúde, “de tal maneira que eles possam dar um atendimento mais rápido aos pacientes. E,agindo da maneira correta, eles vão prevenir não somente o infarto, mas também sequelas que advêm de um infarto agudo do miocárdio, por exemplo, que não é tratado precocemente”. O número de internações de pacientes que sofreram um infarto no Brasil aumentou 65% no período de 1998 a 2005, subindo de 119 mil para 196 mil, de acordo com o Ministério da Saúde.
“A incidência de infarto tem sido crescente no país”, afirma o especialista.Outra curiosidade observada pelos médicos em relação à doença é que, ao contrário do que ocorria no passado, o infarto não está relacionado à pessoa idosa ou aposentada. Pessoas cada vez mais jovens sofrem de infarto agudo do miocárdio e necessitam de tratamento adequado”, afirma o médico Everton Gomes.
Entre os fatores que predispõem uma pessoa a ter um infarto estão a vida sedentária, sem a prática de exercícios físicos; alimentação industrializada, rica em gorduras; além do tabagismo, que ainda tem grande prevalência na população brasileira. O cardiologista afirma que cada vez mais a sociedade brasileira está se parecendo com a sociedade do primeiro mundo. Advertiu, porém, que “esse primeiro mundo nem sempre traz vantagens do ponto de vista geral”.
A população brasileira experimentou uma transformação significativa nos últimos anos. Há 40 anos, o grande fator de mortalidade no país eram as doenças infecciosas. Hoje, ainda há bolsões de pobreza onde ocorrem doenças infecto-contagiosas, mas essa não é a causa maior de mortes no país, segundo o cardiologista. Também a média de vida do brasileiro aumentou de cerca de 65 anos, registrada há 15 anos, para 72 anos atualmente.
Estudo realizado por especialistas norte-americanos mostra que cada minuto perdido nas três primeiras horas após a apresentação de sintomas do infarto agudo do miocárdio custa ao paciente uma média de 11 dias de vida. Se o paciente não for atendido adequadamente nas primeiras horas, ele vai ter sequelas que vão reduzir a sua vida. É uma pessoa cuja expectativa de vida diminui de maneira significativa”, alerta Everton Gomes.
(Fonte: Agência Brasil)