Secretários de Saúde definem ação contra gripe na fronteira

Os secretários de saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, de Mato Grosso do Sul, Beatriz Figueiredo Dobashi, do Paraná, Gilberto Berguio Martin, e de Santa Catarina, Luiz Eduardo Cherem, fizeram uma reunião na tarde desta quarta-feira (15) para determinar ações contra a nova gripe.

O secretário Osmar Terra afirmou ao G1 que entre as medidas definidas no encontro estão o aumento da fiscalização nas regiões de fronteira e a criação de um protocolo único, com os outros países, para identificar os casos suspeitos.

“Temos que aumentar o controle nos pontos de entrada do país, que Anvisa não consegue cobrir por falta de funcionários. Então, nós vamos oferecer servidores estaduais”, afirmou Terra, que ressaltou a importância da definição de um único protocolo.

“Estamos com uma necessidade de estabelecer um protocolo com o mesmo discurso com o pessoal da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. Temos, por exemplo, que definir o que são casos suspeitos, como é o diagnóstico, quais os sintomas.Os argentinos têm um critério mais solto”, diz Terra.

Para o secretário, é importante unificar o trabalho na fronteira tanto para brasileiros que viajam quanto para estrangeiros que querem entrar no Brasil.

Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, o exército vai participar dos trabalhos nas fronteiras.

Exames – Outro ponto discutido na reunião foi a realização de exames para comprovar a nova gripe nos pacientes. Apenas três laboratórios atualmente fazem esses exames.

Os representantes dos governos do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Santa Catarina e de Mato Grosso do Sul informaram que em todos os estados há laboratórios capacitados para a realização dos testes.

De acordo com Terra, técnicos do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vão visitar os laboratórios dos estados para fazer uma avaliação e estabelecer uma ação conjunta disso.

Epidemia – O secretário do Rio Grande do Sul afirmou que é inevitável uma epidemia da nova gripe no país. “Esse controle todo que estamos fazendo serve para retardar, diminuir o número de casos, mas é inevitável uma epidemia”, disse Terra.

O secretário ressalta que poucos casos evoluem para óbito. “O Brasil já mostrou que tem capacidade para enfrentar a doença, até porque conseguiu retardar bastante a entrada do vírus”, afirmou.

Mortes suspeitas – Quatro pessoas morreram no Rio Grande do Sul nos últimos cinco dias com sinais que indicam ser da nova gripe. Três mortes ocorreram em Passo Fundo (RS) e uma em Santa Maria (RS).

Segundo a Secretaria de Saúde, não há confirmação se as mortes realmente foram provocadas pela nova gripe. O governo também informou que não há prazo para a conclusão dos exames que vão determinar a causa da morte dos pacientes. (Fonte: G1)