Polícia evitou que Copenhague acabasse “em chamas”, diz Dinamarca

O Governo dinamarquês mostrou neste domingo (13) seu apoio “total” à atuação da polícia nos protestos ocorridos em Copenhague por ocasião da Cúpula da ONU sobre a Mudança Climática (COP15), apesar das críticas às inúmeras detenções preventivas.

O ministro da Justiça dinamarquês, Brian Mikkelsen, declarou no domingo à rede pública de televisão “DR” que Copenhague “é uma das poucas cidades que não acabou em chamas” depois de receber eventos como a cúpula, graças à atuação “efetiva” da Polícia.

Entre a grande manifestação de sábado (12) e a mobilização de domingo, convocada para interromperr a produção industrial do porto de Copenhague, a Polícia dinamarquesa deteve mais de 1.300 pessoas em menos de 24 horas, em quase todos os casos recorrendo a uma detenção preventiva administrativa permitida após uma recente reforma legal.

Anistia Internacional – Quase todos os detidos foram liberados sem acusações horas depois. Cerca de 20 precisaram ficar à disposição da Justiça, o que despertou críticas de organizações como a AI (Anistia Internacional).

O secretário-geral da AI na Dinamarca, Lars Normann Jorgensen, disse que a atuação policial foi “desproporcional” e ameaçou a liberdade de expressão e de reunião.

O grupo Climate Justice Action afirmou que os policiais agiram “violentamente” contra os ativistas e começaram as detenções, “obrigando as pessoas a sentarem no chão com temperaturas de dois graus (na escala Celsius)” por horas, o que constitui uma “violação dos direitos humanos”.

Segundo Mikkelsen, o recurso às detenções preventivas obedece a “estimativas policiais” da situação e se algum detido se sentir injustamente tratado, pode apresentar uma queixa e pedir uma indenização. (Fonte: Folha Online)

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