-
Mais lidas do dia
- Ave redescoberta em 2003 já se reproduz na Oceania, dizem cientistas
- Planeta recém-descoberto é 'melhor candidato a abrigar 'vida' fora da Terra
- Primeiro voo espacial privado à ISS pode ocorrer em março
- Sobe para 221 número de municípios atingidos pelas chuvas em Minas Gerais
- Cerca de 70% dos municípios gaúchos decretaram situação de emergência por causa da seca
Anúncios
Principais assuntos
acidente ambiental agropecuário amazônia apreensão arqueologia biodiversidade biotecnologia carbono ciência clima crime cursos e eventos código florestal dengue desenvolvimento sustentável desmatamento energia extinção fauna fenômeno florestal gestão ambiental gripe A gripe aviária internacional legislação licenciamento mudanças climáticas nuclear paleontologia pesquisa poluição protesto protocolo de kyoto qualidade de vida queimadas recursos pesqueiros resíduos tecnologia terremoto transgênicos unidades de conservação velho chico águas índiosListar notícias por data



27 / 04 / 2010Chimpanzés têm consciência da morte, diz estudo
Os chimpanzés, primos mais próximos do homem na escala evolutiva, parecem muito conscientes da morte, assim como os humanos, segundo um estudo baseado em observações publicado nesta segunda-feira (26).
“Vários fenômenos foram considerados em um ou outro momento separando o homem das outras espécies, como a capacidade de raciocinar, de falar ou de utilizar ferramentas e a consciência de si mesmo, antes de a ciência demonstrar que essas divisões são, na realidade, mais relativas”, explicou James Anderson, da Universidade de Sitling do Reino Unido, principal autor de um dos estudos publicados nesta segunda-feira na revista americana Current Biology, na edição datada de 27 de abril.
“A consciência da morte é um desses fenômenos psicológicos atribuídos durante um longo tempo somente aos humanos”, afirmou o pesquisador.
Mas “as observações que temos feito em chimpanzés relacionando a perda de seu par e nos últimos momentos de vida, indicam que têm muita consciência da morte e, provavelmente, de maneira muito mais desenvolvida do que se suspeitava”, acrescentou.
O estudo descreve as últimas horas e a morte de uma chimpanzé fêmea de idade avançada, que vivia em um pequeno grupo de primatas numa reserva na Escócia. Todos esses momentos foram filmados.
Nos dias que precederam a morte da fêmea, o grupo esteve muito silencioso e com a atenção concentrada nela, afirmou James Anderson. Muito pouco tempo antes de morrer, seus companheiros fizeram muito carinho e a enfeitaram.
Esses gestos nos últimos instantes buscavam determinar se ela ainda estava com vida. Quando chegou a morte, o grupo se afastou do corpo, mas pouco depois, a que seria sua filha mais velha voltou para permanecer próxima à fêmea morta durante toda a noite, afirmam os pesquisadores.
Em um segundo estudo, os autores observaram duas mães de chimpanzés que vivem livres, que continuaram carregando o corpo mumificado de seus filhotes durante semanas, após a morte deles em consequência de uma infecção respiratória. (Fonte: JB Online)