Funil começa a capturar petróleo de vazamento no Golfo do México

Um funil colocado sobre o vazamento no Golfo do México começou nesta sexta-feira (3) a canalizar petróleo para um navio na superfície.

A Guarda Costeira americana calcula que o funil esteja capturando cerca de mil barris de petróleo por dia, pouco se comparado ao volume que vaza nas águas do golfo – estimado entre 12 mil a 19 mil barris diários.

Mas o porta-voz da Guarda Costeira, Thad Allen, diz que poderá dar números mais precisos da quantidade de petróleo capturada ainda nesta sexta-feira.

A petroleira responsável pelo vazamento, a British Petroleum (BP), diz que só poderá dizer se a estratégia está funcionando ou não dentro de 48 horas.

A BP afirmou já ter gastado mais de US$ 1 bilhão nas operações de limpeza da área. O oleoduto fica a 1,5 mil metros de profundidade, no fundo do mar, e a pressão da água torna a operação bastante difícil.

Segundo a Guarda Costeira americana, o funil é uma solução parcial e temporária. A BP está construindo outros dois poços no local para tentar estancar o vazamento em definitivo, mas as obras só devem ser concluídas em agosto.

Meio ambiente – O presidente da BP, Tony Hayward, disse que a empresa está “devastada” pelos danos que o vazamento tem causado ao meio ambiente.

Onze empregados da empresa morreram quando a plataforma explodiu e iniciou o vazamento, em abril.

Hayward afirmou que a BP deve trabalhar para recuperar a confiança do povo americano, admitiu que a opinião pública quer conhecer as causas do desastre, mas acrescentou que o acidente foi resultado de “um número inédito de falhas” e que muitos detalhes ainda não foram esclarecidos.

A petroleira planeja criar uma divisão especialmente para lidar com o vazamento e deve decidir em julho como será o pagamento de lucros a acionistas referente ao primeiro trimestre de 2010.

Senadores americanos pediram pelo adiamento do pagamento até que todos os custos do governo com a limpeza sejam pagos.

O presidente americano, Barack Obama, pretende visitar a área atingida nesta sexta-feira, na sua terceira visita à região desde o início da crise. (Fonte: G1)