-
Mais lidas do dia
- ONU lista 56 recomendações para um mundo sustentável
- Empresas correm para aprovar projetos no mercado de carbono
- Técnicas usadas no campo ajudam a reduzir o aquecimento global
- Perto do prazo, Dilma intensifica reuniões sobre Código Florestal
- Criação de peixes em represas de hidrelétricas é alternativa de renda para ribeirinhos e operários
Anúncios
Principais assuntos
acidente ambiental agropecuário amazônia apreensão arqueologia biodiversidade biotecnologia carbono ciência clima crime cursos e eventos código florestal dengue desenvolvimento sustentável desmatamento energia extinção fauna fenômeno florestal gestão ambiental gripe A gripe aviária internacional legislação licenciamento mudanças climáticas nuclear paleontologia pesquisa poluição protesto protocolo de kyoto qualidade de vida queimadas recursos pesqueiros resíduos tecnologia terremoto transgênicos unidades de conservação velho chico águas índiosListar notícias por data



18 / 06 / 2010Estudo liga gás carbônico a mudança climática há 2,7 milhões de anos
Um padrão global de mudança começou a se delinear há 2,7 milhões de anos, segundo um novo estudo publicado nesta quinta-feira (17) na revista “Science”.
Pesquisadores notaram que, nessa época, os padrões de temperatura nos trópicos passaram a mudar no mesmo ritmo que as Eras do Gelo no Hemisfério Norte.
Os cientistas acreditam que gás carbônico atmosférico pode ser o elemento que explicaria esse alinhamento nos padrões de temperatura entre trópicos e áreas temperadas.
Um processo de feedback positivo poderia ter aumentado a quantidade de gases-estufa e intensificado as mudanças nas Eras do Gelo no Hemisfério Norte e as flutuações de temperatura nos trópicos.
Lama - Pesquisadores nos EUA e China, liderados por Timothy Herbert, da Universidade Brown, em Rhode Island, analisaram núcleos de lama retirados do leito de quatro oceanos tropicais –Mar da Arábia, Mar do Sul da China, Pacífico oriental e Oceano Atlântico equatorial.
Esses núcleos de lama são depositados ao longo de milhões de anos como sedimentos de plantas e animais mortos que acabam afundando e sendo decompostos no fundo do mar.
Ao analisar a composição química desse material – em particular, os restos químicos de um determinado organismo marinho – os cientistas conseguiram produzir uma linha do tempo mostrando as variações de temperatura naquelas regiões.
A equipe descobriu um padrão na sequência de temperaturas que começou há 2,7 milhões de anos.
“A época e a amplitude das mudanças de temperatura [no Hemisfério Norte] são reproduzidas nas temperaturas tropicais. Os padrões são incrivelmente similares”, disse à BBC News o líder da pesquisa.
Estufa - Segundo os cientistas, a melhor maneira de explicar os padrões é levar em conta os níveis globais de gás carbônico.
Carrie Lear, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, concorda. “O estudo revela um processo de feedback positivo que ampliou as mudanças climáticas desde o começo da glaciação no Hemisfério Norte 2,7 milhões de anos atrás.”
“Ao que tudo indica, o aquecimento dos trópicos, causado por altos níveis de CO2, desencadeou uma reação em cadeia que levou a mais produção de gases-estufa, incluindo vapor d’água, gerando mais aquecimento.” (Fonte: Folha.com)