Inverno deve ter temperaturas acima da média histórica

Dados de temperaturas dos últimos 30 anos são levados em consideração pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), ao calcular a média esperada para determinada estação. Neste ano, o inverno, que começou às 8h28 desta segunda-feira (21), deve ter temperaturas mínimas acima da média histórica.

“Isso deve acontecer devido às configurações dos oceanos e às temperaturas da superfície do mar. Estamos em um período de transição entre a neutralidade e o início do fenômeno La Niña (o resfriamento das águas do Oceano Pacífico). Essa transição faz com que as temperaturas estejam ligeiramente acima da média para o inverno”, diz ao G1 o meteorologista Lincoln Alves, do Cptec/Inpe.

Alves ressalta, no entanto, que as temperaturas acima da média não devem representar um inverno quente. “Essa é uma estação com temperaturas amenas, então a entrada de alguma massa de ar mais intensa, dependendo de sua trajetória e intensidade, pode provocar quedas de temperatura significativas”, explica. Segundo o meteorologista, as regiões mais suscetíveis a essas massas de ar são Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O inverno é uma estação caracterizada, em grande parte do país, por poucas chuvas e tempo seco, com possibilidade de nevoeiros e neblina nas primeiras horas da manhã. Neste ano, não será diferente. “Devido à ausência de chuva e tempo seco, grandes metrópoles devem sofrer com o aumento na concentração de poluentes”, diz Alves.

Chuva no leste nordestino – Em parte da Região Nordeste, segundo o meteorologista, o inverno não é um período marcado pelas baixas temperaturas, mas pelas chuvas. “No litoral leste do Nordeste, essa é a época em que mais chove”, afirma.

São esperados acumulados de chuva mais significativos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O inverno vai até 23 de setembro, quando começa a primavera.