Disque-denúncia do Rio recebeu 68 ligações sobre balões desde segunda

Desde a última segunda-feira (21), o Disque-Denúncia recebeu 68 ligações com informações sobre balões. Na segunda, a recompensa para pistas que levem à prisão de baloeiros aumentou para R$ 2 mil.

A polícia investiga se foi o mesmo um balão que causou destruição no fim de semana no Morro dos Cabritos e no Parque da Catacumba, na Zona Sul do Rio. Uma das testemunhas contou à polícia que recolheu no meio da mata, o que poderia ser a bucha de um balão. O material foi levado para a perícia e o resultado sai entre quinze e trinta dias. Nesta terça, outro morador da área atingida pelo fogo no fim de semana, prestou depoimento.

Nesta terça-feira (22) agentes da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente fizeram um sobrevoo no Morro dos Cabritos para avaliar o tamanho da área danificada e tentar identificar onde começou o fogo. As imagens também serão encaminhadas para a perícia.

De acordo com a Polícia Civil, de janeiro até junho, sete fábricas clandestinas de balões foram fechadas no estado e três pessoas foram presas. A Polícia Militar realizou de abril até está terça, 56 apreensões, e 13 pessoas foram detidas.

A lei de crimes ambientais prevê punições. Pela fabricação, venda e transporte de balões, a pena varia de um a três anos de detenção, mas pode ser substituída pela prestação de serviços comunitários, além de uma multa determinada pela Justiça.

Quando o balão provoca incêndios, a pena é de dois a quatro anos de reclusão mais o pagamento da multa. No caso de danos a área de conservação, os culpados podem pegar até cinco anos de cadeia.

Segundo a delegada titular da Delegacia do Meio Ambiente, Juliana Emerique, a conscientização pode ajudar a acabar com esta prática.

“Existe a necessidade de um aumento dessas penas e também a consciência do cidadão. Afinal, pode causar danos a ele próprio e ao meio ambiente”.

O secretário municipal de Meio Ambiente pediu a ajuda à população. “Nosso apelo à população para que os baloeiros tenham sua atividade inibida. E mais do que isso, ser punida pela polícia, porque isso é uma atividade criminosa”. (Fonte: G1)