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01 / 07 / 2010Zona morta no Golfo do México está maior que a média, dizem cientistas
A “zona morta” do Golfo do México, uma área submarina com pouco ou nenhum oxigênio, está maior que a média dos últimos anos, indica levantamento de cientistas apoiados pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. O bolsão, conhecido pelos especialistas como zona hipóxica do norte do Golfo do México, tem agora entre 17 mil e 20 mil quilômetros quadrados, ante 15,5 mil km² da média dos últimos cinco anos. O governo americano estabeleceu como meta reduzir a zona morta para menos de 5 mil km². A maior zona hipóxica já registrada no Golfo bateu nos 22 mil km².
A zona morta é resultado, via Rio Mississippi, do fluxo de nitrogênio (na forma de nitrato) de compostos usados na atividade agrícola. Os nutrientes estimulam a multiplicação exagerada de algas. As algas afundam, se decompõem e consomem nesse processo grande parte do fornecimento de oxigênio, indispensável para a sobrevivência de vários organismos marinhos.
Os especialistas ressaltam que não está claro qual será o impacto do vazamento de petróleo no tamanho da zona morta. “O óleo pode ampliar a dimensão da zona hipóxica por meio da ‘quebra’ no nível microbial do óleo, processo que consome oxigênio”, explica Eugene Turner, oceanógrafo da Universidade Estadual da Louisiana. “Mas o óleo também pode limitar o crescimento das algas, que são os combustíveis da hipóxia.”
“Mas já está claro que a combinação da zona hipóxica com o vazamento de petróleo não é positiva para a indústria pesqueira local”, conclui. (Fonte: G1)